6 de jun. de 2013

MAIS UMA MORTE POR FALTA DE UTI

E a Saúde Pública de Bauru com sua precariedade de atendimento em diversos setores provocou mais uma vitima com a morte no dia de ontem da jovem  Gisele Valdenice Viana de 22 anos, aliás, duas vitimas considerando que a jovem estava  grávida. O caso da jovem ficou conhecido na cidade em decorrência da ausência de leitos nas UTIs da cidade, o que levou sua família a adentrar na justiça em busca de internação intensiva recomendada pelos médicos que a atendera. Durante  período de internação seus familiares demonstraram revolta com a situação  com as informações recebidas por parte dos médicos de que se tivesse sido prontamente removida, quando indicado, suas chances de sobrevida teriam aumentado de forma considerável. Entretanto, somente conseguiu ser transferida para a UTI, quatro dias depois de sua internação e ainda assim, por força de mandado judicial. Segundo familiares de Gisele, revoltados com seu óbito prematuro o caso caracteriza de forma evidente negligencia por parte dos responsáveis pela saúde publica em nossa cidade, não descartando a possibilidade de adentrarem na justiça, buscando a responsabilização do Estado e seus agentes, pela prematura morte de Gisele e da criança que esperava. Sem sombras de dúvidas, são mais duas mortes a serem contabilizadas para as precariedades da saúde pública em nossa cidade: Giedry, Gisele, aposentado Antonio Toledo são alguns dos nomes recordados neste momento, com a consciência plena de estarmos esquecendo outros bauruense que foram a óbito por falta de vagas na UTIs de nossa cidade.Em nossa cidade existiam 47 vagas de UTIs e depois das denuncias formuladas pela Jovem Auriverde e pelo Jornal da Cidade, a FAMESP criou mais cinco vagas provisórias de UTI. Urge que as autoridades de nossa cidade mobilizem-se para conquistarem juntos as autoridades do Estado e da União, vagas em números suficientes para tratamento intensivo. Bauru não pode continuar a chorar a perda de entes queridos por falta de estrutura hospitalar. Mãos a obra, senhor prefeito e senhores vereadores.

5 de jun. de 2013

GREVE DOS CONDUTORES

E ante o impasse entre o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e as empresas que operam o  transporte coletivo em nossa cidade, os condutores realizaram uma greve de advertência na manhã de hoje, paralisando suas atividades por suas horas, no período entre cinco e sete horas da manhã, prejudicando o usuário do transporte coletivo, notadamente aqueles que necessitam deste transporte para se dirigirem ao seus locais de trabalho. Segundo o Jornal da Cidade, em sua edição de hoje, a decisão pela paralisação não era consenso na categoria. Um funcionário afirmou que mais da metade da categoria havia votado pela interrupção dos serviços em uma chamada Greve de Advertência, acabando por ser questionado por uma daqueles que se posicionava contra o movimento paredista que afirmou textualmente que pessoas estranhas a categoria e até estagiários votaram a favor da greve, acusando desta forma o Sindicato de maquiar os números para fazer parar a categoria. Claro que são validos os movimentos reivindicatórios em busca de melhores salários e por condições de trabalho dignas, entretanto, quando surgem denuncias da manipulação da vontade da categoria, apurações precisam ser realizadas para que o povo não seja prejudicado para atender uma minoria. Ainda hoje no período da manhã, o presidente do Sindicato, senhor José Rodrigues anunciou que os trabalhadores aceitaram  nova contra-proposta das empresas, colocando fim a expectativa de greve por parte da categoria.O salário-base sobe para R$ 1.520,00 em um aumento de 8,57%; o tíquete alimentação para R$ 360,00 com  acréscimo de 9% e a participação nos lucros será de R$ 1.000,00, em um reajuste de 21%. Espera-se que nas futuras negociações, caso a categoria opte por deflagração de greve, mesmo que de advertência como a de hoje, a população seja avisada com antecedência, afinal quem garante a subsistência das empresas e consequentemente o pagamento de seus funcionários é o usuário e este, indiscutivelmente merece respeito.