9 de jul. de 2013

MÉDICOS CUBANOS


Face as manifestações contrárias das entidades representativas dos médicos, embora não reconheça o fato, o governo federal desistiu de continuar as tratativas com o governo cubano com a finalidade de trazer médicos daquele pais para atendimento em cidades e regiões que não possuem profissionais da área da saúde e a partir de agora, tentara atrair médicos e espanhóis para suprir esta necessidade urgente de considerável parcela do povo brasileiro. Nem o Ministério da Saúde e nem o Itamaraty, que havia anunciado a tratativa em maio e agora anuncia que as negociações estão congeladas, explicam o motivo das mudanças de planos e nada dizem a respeito de agora não conceder tratamento prioridade a Cuba, já que este país preenche os principais requisitos do programa pois possui médicos bem acima dos índices recomendados pela Organização Mundial de Saúde e a língua é próxima do português, recordando que ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota, em maio, ao anunciar as tratativas, declarou que "Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico" e o Ministério da Saúde informa que mudou a estratégia e vai buscar atrair médicos como pessoa física, priorizando Espanha e Portugal, descartando a oferta de seis mil profissionais feita pelo governo cubano, nos moldes que a ilha faz atualmente com a Venezuela, onde atuam médicos cubanos. O “xis” da questão parece ser outro, e a grande verdade é que a vinda de médicos da ilha comunista não foi digerida por amplos setores conservadores da sociedade que desconhecem ou fingem desconhecer o trabalho desenvolvido pelos cubanos no Haiti e em países africanos, erradicando epidemias e melhorando a condição de saúde do povo, embora em contra partida, os programas sejam criticados por organizações de direitos humanos e considerados escravagistas, pois estes profissionais são contratados juntos ao governo cubano que é o responsável pelo pagamento dos profissionais e é acusado pelos conservadores de reter boa parte do salário e impor regras restritivas a liberdade destes médicos. Uma única coisa é certa, considerável parcela do povo brasileiro é carente de atendimento médico e queiram ou não os conservadores, seja com médicos cubanos ou espanhóis, este povo precisa de atendimento médico.





7 de jul. de 2013

PT PEDE MUDANÇAS!

Lideranças do PT na Camara Federal, cobraram mudanças no núcleo de governo da presidenta Dilma Roussef durante mais de duas horas de reunião realizada ontem, no Palácio do Planalto, sendo que porta-vozes da bancada atacaram, perante as ministras Ideli Salvatti das Relações Institucionais e Gleisi Hoffmann da Casa Civil, a articulação, a comunicação e a política econômica, e segundo informações passadas por participantes da reunião, dos três pontos criticados, a presidenta Dilma tão-somente defendeu a política econômica, afirmando ser um erro utilizar-se de taxas do ano passado como indicadores de tendência de uma alta inflacionária, afirmando que os fundamentos da política econômica serão preservados, defendendo ainda a realização do plebiscito para a reforma política, ressaltando a importância da consulta popular no atual momento político enfatizando que este é um instrumento da democracia, especialmente em num momento em que o povo sai as ruas para protestar e falando no plural, afirmou que todos erraram na comunicação com relação as cobranças realizadas nas manifestações publicas. A tarefa principal dos lideres partidários no momento é a de recompor a base aliada na Camara Federal e segundo o líder José Guimarães do PT do Ceará; "A base não está quebrada. A viola desafinou um pouco. E qualquer viola desafinada tem que ser afinada. E o PT pode ajudar a afinar e já está afinando".

Em momentos de crise, em qualquer governo, alterações são realizadas com a intenção de se melhorar o desempenho da maquina e na tual crise, os alvos já foram escolhidos; Gleisi e Ideli estão na corda bamba e suas cabeças pedidas pelos próprios companheiros e agora, resta aguardar para sabermos da definição de Dilma. Mudanças serão realizadas, com certeza, resta saber onde e quando.