23 de set. de 2013

AÉCIO NEVES E A CAMPANHA DO FAZ DE CONTA.

Durante o programa eleitoral do PSDB exibido na ultima quinta-feira, a van que conduzia o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, ultrapassou um caminhão, em faixa continua, na contramão. A manobra exibida é considerada uma infração gravíssima, segundo o artigo 203 do Código de Transito, com multa de quase R$ 200 reais para o infrator. O programa teve o senador e postulante à Presidência da República como estrela principal, e no momento da infração o programa mostrava seu deslocamento do Ceará para Mato Grosso, como se Aécio estivesse viajando de van.Depois de exibido o programa, mostrando a infração de transito, o PSDB afirmou por meio de sua assessoria, que o senador não se encontrava no veiculo na hora da filmagem e que não se pronunciaria sobre o caso. Igualmente, a produtora responsável pelo programa, afirmou que as filmagens foram realizadas posteriormente a visita do pré-candidato a Mato Grosso, servindo como imagens ilustrativas, muito embora, no programa, dava-se a entender que o presidenciável viajava pelo Brasil a bordo da Van, para conhecer mais de perto os problemas de nosso país. Não custa recordar que não é a primeira vez que o senador mineiro envolve-se com polêmicas relacionadas a trânsito e tempos atrás, na cidade do Rio de Janeiro, teve problemas com o bafômetro e igualmente, a época, não quis conversar com a imprensa, passando a tarefa para sua assessoria.
O anúncio, realizado durante o programa de que Aécio estava viajando pelo país com uma Van, agora desmentido em virtude da infração gravíssima de transito leva-nos a crer que sua pré-campanha é realizada no país do faz de conta, da boneca Emília do Sitio do Pica-pau Amarelo. Fizeram de conta que viajou de carro e correram a se desmentir, quando pilhados em situação irregular. Lamentável toda esta situação, afinal, o brasileiro precisa acima de tudo, de candidatos que sejam transparentes, éticos, em condições de assumir o comando de nossa pátria e com certeza, estes tipos de efeitos especiais, visando aproximar qualquer candidato dos eleitores, vendendo sua imagem de homem de hábitos simples, em nada colabora para o aperfeiçoamento do regime democrático.
Ou, não?

20 de set. de 2013

PSB SAI DO GOVERNO, EM PARTE.

A decisão da direção nacional do Partido Socialista Brasileiro de se afastar do governo federal, entregando os cargos que detinha, promete dar pano para manga, considerando que a decisão encontra resistência entre os líderes socialistas, onde se destaca o governador do Ceará, Cid Gomes, que manifesta publicamente sua contrariedade com a situação. Cid e outros líderes socialistas defendem o apoio do PSB para a reeleição de Dilma Roussef, enquanto a ala liderada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos pretende o lançamento de chapa própria nas próximas eleições, com Campos sendo o candidato dos socialistas a presidência da República. O líder do PSB na Camara Federal, Beto Albuquerque cobrou que os petistas saiam dos cargos que ocupam nos seis estados governados pelo partido, deixando claro, desta forma, que a candidatura própria é irreversível. O interessante é que os socialistas nada dizem em relação a saída dos  cargos ocupados em governos estaduais tucanos, como no caso de São Paulo, onde os correligionários poderão continuar, dando a impressão de que de uma forma ou outra, tucanos e socialistas, poderão caminhar juntos em 2014. Pelo que divulga a mídia nacional, o contraponto na decisão socialista deverá mesmo ser Cid Gomes que cogita inclusive se licenciar da legenda, para poder fazer campanha para Dilma e a dúvida que fica no ar, neste momento, é de quem conseguirá arregimentar para a sua posição. Atendendo a determinação partidária, o ministro da integração nacional, Fernando Bezerra entregou seu cargo a presidenta Dilma, que solicitou que o mesmo permaneça, ao menos por uma semana, para rediscutirem a questão. As cartas estão colocadas na mesa e com certeza o alto comando do PT estará se movimentando nos próximos dias, buscando reverter a situação e não podemos nos esquecer que o nome do governador Eduardo Campos é o preferido entre muitos petistas do alto clero para ser o vice de Dilma em 2014, com o compromisso de ser o candidato a presidência, apoiado pelo PT em 2018. Com certeza, as discussões aumentarão de intensidade a partir de agora, e o PT quererá manter seu tradicional aliado ao seu lado. Resta saber o custo desta operação.