1 de jul. de 2013

CAMINHONEIROS E DATAFOLHA

A semana começa com protesto dos caminhoneiros que interditaram as rodovias Castelo Branco e Fernão Dias em Minas Gerais, além de um trecho do rodoanel, aderindo à onda de protestos e reivindicando dentre outras coisas a isenção de pedágios para caminhões, a criação de uma secretaria nacional do Transporte Rodoviário de Cargas e subsídios para o óleo diesel. Os caminhoneiros paralisaram as duas pistas da Castello Branco na proximidades de São Paulo e por enquanto, afirmam ser o movimento desta segunda feira um alerta as autoridades, não descartando outras manifestações nos próximos dias. Enquanto continuam as manifestações por todo o pais, o DATAFOLHA divulgou pesquisa de opinião publica realizada nos últimos dias, mostrando que a aprovação de Dilma Roussef caiu para 36% , o pior índice desde o início de sua administração, entretanto, a queda não é privilégio seu e para nos atermos somente ao estado de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin amarga igualmente uma queda acentuada , passando de 52% para 38% de aprovação popular, repercutindo também nas pesquisas para as eleições do governo do Estado no próximo ano, onde Geraldo Despencou de 52% para 40%, muito embora nenhum de seus adversários tenha conseguido subir de forma significativa e sim, tenha aumentado significativamente o numero de eleitores que afirmam que irão votar em branco ou anular seu voto. Também Fernando Haddad experimentou uma queda nas avaliações positivas de seu governo de 34% para 18%.

A grande verdade é que classe política de uma forma geral, independentemente de siglas, está recebendo um cartão amarela por parte da população, insatisfeita com muitas coisas que considera errada na política nacional hoje, dentre elas a impunidade daqueles que considera corruptos, a possibilidade da volta da inflação, dentre outras coisas e com certeza dentro da crise vivida pelos politicos detentores de mandato, quem sairá ganhando são os marqueteiros que estão sendo chamados as pressas para idealizarem campanhas publicitárias em busca de deterem a queda de popularidade de seus clientes se não forem felizes em seus trabalhos, com certeza, em 15 de Novembro do próximo ano, os cartões vermelhos serão distribuídos em grande quantidade aos atuais governantes, de todas as siglas e de todo o país.

30 de jun. de 2013

E contra os pedágios, ninguém protesta?

Um fato interessante na recente onda de protestos populares é a ausência de protestos contra os altos preços dos pedágios, especialmente no Estado de São Paulo, onde praças de pedágios e novas penitenciárias, aliados ao protelamento do pagamento dos precatórios alimentícios transformam-se em marca registrada de Geraldo Alckmin e seu PSDB. Na última campanha eleitoral para governador Geraldo falava em rever os contratos de pedágio e regularizar o pagamento dos precatórios e quem sabe, no ano que vem, em campanha para a reeleição voltará a bater na mesma tecla, apostando na falta de memória coletiva em nosso país. Mesmo com os pedágios crescendo em quantidade e aumentando significadamente seus preços, não existem protestos organizados e nas manifestações públicas não temos visto o pedágio como ponto de reivindicação popular.Mestre Audálio Dantas insiste que tem boi na linha, na organização destas manifestações  e tomo a liberdade de acrescentar que o boi é uma anomalia da natureza, pois tem bico grande e plumagem colorida, contando com o apoio daquela mídia que foi contra a anistia, contra as diretas, editou debates para favorecer Collor e muito mais.