18 de set. de 2013

CALA A BOCA, FELICIANO!

O deputado federal Marcos Feliciano, mandou prender duas estudantes anteontem, após elas terem se beijado durante culto evangélico ministrado pelo parlamentar pastor na avenida da praia de São Sebastião, no litoral paulista. Sob o aplauso dos evangélicos, que assistiram a cena, por meio de dois telões instalados no local, Feliciano afirmou que as duas precisavam sair do local, algemadas, pedindo para que os policiais presentes as prendessem. Joana Palhares e Yunka Mihura, foram detidas e algemadas por integrantes da Guarda Civil Municipal e levadas ao Distrito Policial, denunciando que Joana teria sido agredida por três guardas e ainda levado dois tapas na cara, reclamando ainda que casais heterossexuais que se beijaram durante o culto, não tiveram o mesmo tratamento e que se beijaram, para protestar contra a homofobia. Demonstrando mais uma vez, o seu conhecido destempero verbal, o pastor, depois que elas foram levadas pela polícia, as comparou a um cachorrinho.

“ Ignorem, ignorem. Cachorrinho que está latindo é assim, você ignorou, ele para de latir.”

O culto foi realizado em um local público e não, dentro de uma igreja, o que segundo especialistas na área, descaracterizam o enquadramento das estudantes no dispositivo penal que prevê a punição para quem perturba a realização de cerimônia religiosa, e lamentável sobre todos os aspectos foi à agressão física praticada pelos guardas municipais, que deixaram a marca de sua violência no corpo de Joana, que apresentava visíveis hematomas nas pernas e braços. Em um regime democrático, as diferenças tem que coexistir de forma pacifica, não se admitindo o uso de violência para fazer prevalecer uma opinião. Até parece que Marcos Feliciano, busque criar factóides para aparecer na mídia e desta forma, garantir uma fácil reeleição nas próximas eleições e suas praticas, infelizmente em nada contribuem para o aprimoramento da jovem democracia brasileira.

17 de set. de 2013

CORPORATIVISMO DE BRANCO!

Branco na simbologia popular significa pureza e infelizmente, tal significado não se reflete na grande maioria dos profissionais da medicina, que ao longo de suas carreiras profissionais esquecem-se do juramento da formatura e partem para o exercício mercantilista da profissão, além de buscarem com todas as forças a reserva de mercado. Criaram cooperativas médicas, com o objetivo de oferecerem planos de saúde para a população e mesmo cobrando caro as mensalidades, ainda cobram diferenças em todos os procedimentos médicos realizados, além de regionalizarem o atendimento. Desta forma, o segurado de Bauru se estiver em viagem, fora de sua região, não tem direito ao atendimento médico e sim, um pequeno desconto nos procedimentos que realizar. O apetite financeiro destas cooperativas é grande, e mesmo assim, muitos médicos cooperados reclamam com insistência da baixa remuneração. De outro lado, causa estranheza, as generosas doações que estas cooperativas efetuam para seus cooperados que resolvem disputar cargos eletivos. Nas últimas eleições municipais, na cidade de Bauru, dois dos vereadores eleitos receberam mais de R$ 70.000,00 ( setenta mil reais) em doações da UNIMED, em suas diferentes razões sociais. Qual seria o real interesse destas cooperativas em doarem dinheiro, que deveria ser revertido para a saúde de seus segurados, para campanhas eleitorais? Ora, este tipo de doações podem ser revestidas da legalidade, entretanto, afrontam a ética e a  moral, pois com certeza nenhuma Assembléia foi realizada com a finalidade de colher a opinião de seus segurados e se estes, concordam ou não com a doação. O que pretendem estas cooperativas, na busca de eleger representantes no legislativo? Garantir a reserva de mercado e buscar acabar de vez com o sistema público de saúde?  Só queria entender! Alguém poderia me explicar?