O Presidente da Camara Federal, Henrique Eduardo Alves do PMDB, não cumpriu a promessa de economizar 24 milhões de reais, no ano passado, com a instalação do ponto biométrico e inicia 2014, sem previsão de ver a meta anunciada cumprida. Preocupado com a repercussão negativa junto a opinião pública, pelo aumento determinado da verba de gabinete dos deputados e a criação de novas estruturas na casa, Eduardo Alves anunciou o controle biométrico de presença dos funcionários e comissionados da casa, como sendo medida moralizadora e que implicaria em economia de monta para os cofres da casa. Eduardo aumentou os benefícios do “cotão” que cobre as despesas de locomoção, telefonia, dentre outros, em 12,7%¨o que gerou um aumento de despesas no ano de 2013 na ordem de R$ 22.600.000,00 e a criação de novos órgãos e funções comissionadas, aumentaram as despesas da casa em mais R$ 7.000.000,00 de reais em 2013. Com relação ao controle biométrico de ponto, a assessoria de imprensa da Camara informou que ainda não foi implantado por questões meramente técnicas, e o novo sistema tem exigido a realização de adaptações às demandas de horário e de trabalho dos diversos setores da casa e deverá ser implantado no transcorrer deste semestre. O esquisito nesta história da implantação do ponto biométrico é o anuncio de que uma vez funcionando, gerará uma economia de R$ 24.000.000,00 anuais para a Camara Federal, em um reconhecimento tácito de que funcionários não cumprem a jornada de trabalho e com toda a certeza, muitos nem comparecem ao local de trabalho, caracterizando a existência dos chamados fantasmas naquela Casa, pretensamente de leis. Outra coisa que salta os olhos é o valor gasto para custear despesas dos deputados, que ultrapassa os duzentos milhões de reais ao ano. Ante estes fatos, e com números assustadores, efetivamente a classe política tem que trabalhar muito para tentar restaurar sua credibilidade perante a opinião pública.
4 de jan. de 2014
3 de jan. de 2014
POEMA DO GAROEIRO PARA O CAVALEIRO DA ESPERANÇA
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Garoeiro – Natal, RN, 28 de dezembro de 2013.
[Para: Cavaleiro da Esperança (03.01.1898 – 07.03.1990)]
Na Ilha do Sonho, abandonado,
Morre o velho farol, à luz do dia,
O aviso aos navegantes que acendia,
Seu facho luminoso, apagado.
E a escuridão da noite, a ventania,
As tormentas do curso navegado,
Viram fantasmas, pela escadaria,
Do salvador, agora, naufragado.
Hoje, batéis de estranhos pescadores,
Indiferentes ao mar perigoso,
Fazem a pesca má dos amadores,
E sempre sob um céu maravilhoso.
Mas a torre esquecida em suas dores,
Vencida, sem seu facho luminoso,
Vai vivendo de heróis navegadores,
Que guarda em seu olhar silencioso.
Toda a ilha já é outro lugar,
Nem há mais sonho, sob o firmamento;
Para que, então, este sol de iluminar
No nevoeiro, no furor do vento?
A tristeza do farol se apagar
Não é esta luz, em falta, no momento,
É a certeza que agora navegar
É só mais outro bom divertimento.
Uma felicidade é sedutora
Na atraente promessa de prazer,
E na geral entrega traidora
À insana alegria de viver;
Porém, fora de moda, lutadora,
Fraudada numa forma de sofrer,
Há uma felicidade salvadora
No dom de iluminar para alguém ver !
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