11 de jan. de 2014

FALTA AGUA EM BAURU!


Somente a perfuração de novos poços não irá resolver a questão da falta d’água em nossa cidade, segundo técnicos do DA revelaram ontem em reunião realizada com vereadores na Câmara Municipal que apontaram a setorização do serviço de distribuição como fundamental para o fim definitivo das torneiras secas, porém o longo tempo e o alto custo para a concretização destas obras, preocupa, já que a estimativa dos dirigentes do DAE é que a setorização demore de quatro a cinco anos para ser implantada. A setorização prevê a subdivisão das regiões que atualmente recebem água da mesma unidade de produção, com a criação de microrregiões que virão a ter sistema de distribuição independente. Foi utilizada a grande região da Bela Vista para exemplificar a situação, sendo que atualmente a mesma unidade abastece a parte baixa e a alta do bairro, devendo ser dividida no futuro em pelo menos quatro setores, para que as regiões localizadas nas partes mais altas possam a vir a ter o mesmo atendimento das partes baixas do bairro. Durante a reunião, o presidente do DAE Giasone Gandia demonstrou indignação pela não implantação da telemetria, afirmando que era para o DAE ter este serviço há muito tempo e que existe falta de interesse em dar sequencia nisso, não especificando quem seriam os desinteressados em modernizar o DAE, já que a telemetria permitiria que a autarquia monitorasse as unidades de produção em tempo real, distribuição e a pressão da água em toda a cidade, possibilitando a identificação de problemas, como queimas de bombas e vazamentos. Hoje, os vazamentos em no mínimo 450 pontos da cidade, sendo responsável pelo desperdício de 38% da água captada e tratada na cidade e mesmo assim, nada se fala em termos de serviços a serem executados com a finalidade de revitalizar o sistema de distribuição. Enquanto soluções para ser implantada a telemetria ou buscar se acabar com os vazamentos crônicos da rede distribuidora não acontecem, é anunciada a perfuração em 2014 de mais seis pontos profundos para tentar diminuir a falta d’água, mesmo se sabendo que tal medida não resolverá a crônica falta do chamado liquido precioso em nossa cidade. Está passando da hora, do DAE modernizar seus serviços para que venha a oferecer um bom padrão de atendimento para nossa população.

10 de jan. de 2014

BARGANHA, EM NOME DO POVO!

No papel, a função do legislador é a de elaborar leis e fiscalizar o executivo, entretanto, em nosso país podemos dizer que a cada dia que passa,tal disposição vai caindo no vazio e se transformando em letras mortas, com os partidos políticos transformando os mandatos parlamentares em moedas de troca na grande barganha do poder, implantada em todos os quadrantes do território nacional. No momento, uma verdadeira queda de braço ocorre em Brasília, principalmente entre o PMDB e o bloco formado por PP e o recém-fundado PROS, com ambos os lados querendo maiores fatias do poder, dentro do governo da presidenta Dilma Rousseff e a disputa envolve até acusações de sabotagem na liberação de verbas relacionadas com as chamadas emendas parlamentares, com os peemedebistas afirmando que o PP, que detém o comando do Ministério das Cidades, está barrando a liberação das emendas de seus parlamentares. Consideradas as principais forças da coalizão governista na Câmara, arás apenas do PT, ambos os grupos assumem como objetivo obter o comando da pasta da Integração Nacional, responsável por uma das principais obras do governo que á transposição do Rio São Francisco. Entendem os dirigentes partidários que com o comando de pastas importantes, poderão aumentar suas bancadas nas eleições de outubro e desta forma, reivindicar maior participação dentro do governo, na próxima administração. Triste, mas é a pura realidade, no Brasil não se faz mais política com base em posição  ideológica e sim, em cima de benesses pessoais, na pratica da teoria de São Francisco que é dando que se recebe. Muito embora nos períodos eleitorais, os candidatos repitam com exaustão que querem ser eleitos para defenderem os interesses do povo e uma vez eleitos, relembram aquele personagem de programas humorísticos, transformando o povo em mero detalhe.