A classe política, a cada dia, cria fatos que colaboram para que sua credibilidade diminua e desta vez, a notícia de que o Senado Federal destinou a bagatela de R$ 23 milhões e duzentos mil reais com a finalidade de reembolsar os 81 senadores, referentes a gastos relacionados a atividade parlamentar, e em especial, com consultorias, segurança e divulgação de seus atos, sendo que salta aos olhos e causa estranheza o valor de R$ 185.000,00 reembolsados ao senador Jader Barbalho do Pará, para criação e manutenção de seu site, enquanto a maioria de seus colegas senadores que também tiveram suas despesas reembolsadas neste quesito, não declararam despesas superiores a R$ 15.000,00 para criação e manutenção de sites durante um ano. Alias, Jader Barbalho também solicitou reembolso de gastos orçados em R$ 194 mil reais, com consultoria para "assistência técnica especializada à elaboração de estudos de caráter analítico e descritivo sobre a situação atual do desenvolvimento à luz da sustentabilidades nas regiões de integração do Estado do Pará", algo assim parecido com o estudo da flexibilidade do rabo do jacaré. Em ampla reportagem da Folha de São Paulo, nem a assessoria do parlamenta nem a empresa contratada para criar o site quiseram se manifestar e os repórteres não conseguiram localizar a empresa de consultoria, a Carrera Ramos Organizacional. Verdadeiro crime de lesa-pátria, cometem a maioria de nossos senadores com o dinheiro público,com as verbas conhecidas como “cotão” do Senado Federal, variando de 21 mil à quarenta e quatro mil mensais, em conformidade com cada estado e nestas apresentadas pelo senador Jader Barbalho, evidente está a existência de superfaturamento,esperando-se que o Ministério Público Federal abra investigações sobre o assunto. Uma coisa é certa, está a cada mais difícil, acabar com esta verdadeira farra do bode, onde o dinheiro do contribuinte vira caixa para campanha eleitoral.
3 de fev. de 2014
1 de fev. de 2014
GOVERNO PREPARA OFENSIVA EM DEFESA DA COPA!
O governo federal planeja a realização de uma forte campanha publicitária em defesa da importância da realização da Copa do Mundo em nosso país, e a partir de agora será parte obrigatória dos discursos oficiais e ações nas redes sociais, buscando desta forma enfraquecer as criticas aos eventos, buscando esvaziar eventuais manifestações durante os jogos entre junho e julho, afinal, uma onda de protestos poderá gerar uma onda negativa com reflexos imprevisíveis nas eleições de outubro, lembrando sempre que no ano passado, a série de manifestações derrubou a popularidade de Dilma.A preocupação com a Copa e eventuais reflexos negativos na eleição, integra há tempos a pauta do Palácio do Planalto. O Ministério da Justiça planeja, por exemplo, realizar um serie de visitas aos Estados que vão sediar jogos, com a finalidade de conversar com os comandos das policias militares, ressaltando a necessidade de evitar confrontos com possíveis manifestantes, afinal, foram as ações violentas da PM paulista que acabaram por engrossar as manifestações de junho passado. Uma coisa é certa, os protestos contra a realização da Copa, deveriam ter sido realizados quando o Brasil foi escolhido como sede e não agora, quando estamos as portas do evento, com as arenas praticamente prontas e embora, não em sua totalidade, obras foram realizadas em seus entornos facilitando e melhorando a mobilidade urbana. Mesmo que não fiquem prontas em sua totalidade, existe a promessa que precisa ser cobrada de serem concluídas, mesmo depois da Copa. O que não pode ser considerado correto, é que depois destes milionários investimentos, a Copa corra o risco de ser cancelada, em decorrência de manifestações extemporâneas. A grande verdade é que o ufanismo levou nossos governantes, no caso de Lula, a apoiar a realização da Copa-14 e das Olimpíadas-16 em nosso país, entendendo que tais eventos orgulhariam os brasileiros, fazendo-os esquecerem de forma momentânea as dificuldades do dia-a-dia. Erraram e agora, tem que apagar o incêndio. Será que conseguirão?
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