8 de fev. de 2014

JOÃO PAULO RENUNCIA!

Depois de afirmar por reiteradas vezes que não renunciaria ao mandato de Deputado Federal, João Paulo Cunha, preso no Complexo da Papuda em Brasília desde a última terça-feira, renunciou no início da noite de ontem, comunicando sua decisão em uma curta carta encaminhada a mesa diretora da Camara Federal, onde basicamente afirma que “ é com a consciência do dever cumprido e baseado nos preceitos da Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados que eu renuncio ao meu mandato de deputado federal" e ainda citou o escritor e jornalista cubano  Leonardo Padura: "...pois a dor e a miséria figuram entre aquelas poucas coisas que, quando repartidas, tornam-se sempre maiores". De todos os condenados pelo chamado mensalão, João Paulo é o que mais fez jogo de cena, no período pré-prisão, criticando abertamente o presidente do STF, Joaquim Barbosa, que por sua vez colaborou para o espetáculo protagonizado pelo hoje ex-deputado, ao determinar sua imediata prisão e sair de férias, sem assinar  o competente mandato de prisão, permitindo que João Paulo continuasse nos holofotes da mídia, durante mais de um mês. Uma coisa é certa e dela, não temos condições de ousar duvidar, ficou devidamente comprovado que João Paulo recebeu dinheiro do esquema do publicitário Marcos Valério, utilizando para realizar o saque do numerário, a  própria esposa. O que a sociedade brasileira espera é que com o recolhimento dos chamados mensaleiros para a cadeia, mesmo que no regime semi-aberto, a classe política redefina seu modo de atuação, buscando realmente exercer os mandatos de acordo com aquilo que preceitua a legislação, deixando de buscar tão-somente benesses pessoais. Afinal, depois de cinco séculos , a justiça está fazendo valer o velho ditado de que o crime não compensa e acrescentamos, nem mais para os pretensos poderosos.

7 de fev. de 2014

MORTO VOTANDO EM PLENO 2014

Os envolvidos no chamado mensalão, continuam  a render notícias para a imprensa, trabalho para a justiça , tanto brasileira como estrangeira, trazendo fatos novos que deixam estarrecida a opinião pública. Agora, sabe-se que o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, preso na Itália, pó falsidade ideológica por estar utilizando-se de passaporte italiano em nome do irmão Celso, falecido na década de 70, também possuía outros documentos em nome do irmão, inclusive o Titulo Eleitoral e que inclusive chegou a votar, utilizando-se do documento falso. Ante a divulgação desta informação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurelio Mello, afirmou que vai pedir ao Procurador Geral  Eleitoral, Rodrigo Janot a adoção de medidas cabíveis  em   relação ao fato. Marco Aurelio afirmou que todos estão surpresos com o fato que vem a comprovar que o sistema precisa ser aprimorado, daí a necessidade da identificação datiloscópica, da biometria, para que s possa ter a certeza de que aquele que apresenta o titulo seja realmente o eleitor. Afirmando que a Justiça Eleitoral está empenhada para implantação do voto biométrico em todo o país e que está marchando neste sentido, mas não dá para marchar com atropelo, com açodamento, mesmo porque para implantação necessita de verbas. Preso na Itália, onde corre o risco de ser condenado a três anos de prisão e depois de cumprida a pena, ainda pode vir a ser extraditado para o Brasil, onde é considerado foragido, Pizzolato deve requerer para aguardar o julgamento em liberdade, com sua defesa alegando que não existe perigo de fuga. Deixando de lado a questão legal e partindo para a questão moral desta questão, todos somos obrigados a concordar com a declaração de sua tia, Lídia Pizzolato Rossi que diz que o sobrinho jogou o nome da família na lama, e devemos acrescentar que não somente o nome da família, e sim de todo o povo brasileiro. Afinal, a pratica de morto votar, comum no início do século passado, era pratica que considerávamos erradicada e a imaginação solta suas asas, para tentar descobrir o que este cidadão fez como diretor do Banco do Brasil. Será que o finado Celso, tinha conta bancária e linha de credito aprovada?  Durma-se com um barulho deste!