13 de mar. de 2014

A MORTE DE ZEOLA, UM CRAQUE DO FUTEBOL.

Foi sepultado hoje em Bauru, um dos maiores jogadores de futebol que nossa cidade e o Esporte Clube Noroeste revelaram. O ex- jogador do Noroeste, Juventus, Napoli e Palmeiras, Agostinho Zeola faleceu ontem, em virtude de problemas renais aos setenta e nove anos de idade. Começou a jogar na várzea bauruense e logo chegou ao profissional do Noroeste, disputando a segunda divisão do campeonato paulista de 1953, que foi encerrado somente em 1954, transformando-se no herói da torcida noroestina quando no dia 24 de Maio marcou os dois gols da vitória alvirrubra contra o Marília, garantindo o histórico acesso do Norusca a elite do futebol paulista. Depois de jogar por quatro anos no Noroeste, Zeola transferiu-se para o Juventus da capital paulista e de lá para o Napoli da Itália. Retornou ao Brasil em 1961, contratado pelo Palmeiras onde atuou com destaque no início dos anos 60, Depois ainda jogou no Independiente da Argentina, Guarani, Fluminense, encerrando a carreira no Tupã. E por estes acasos do destino, em decorrência de uma contusão sofrida em um amistoso, acabou sendo cortado do grupo que disputou e venceu a Copa do Mundo de 62 no Chile. Para seu lugar foi convocado Amarildo que se tornou o titular, ante a contusão sofrida por Pelé, logo no início da competição. Herói e ídolo das torcidas dos clubes onde jogou, Zeola já não circulava pelas ruas de nossa cidade, apresentando problemas de saúde e seu nome já não é lembrado pelas novas gerações, assim como já ocorreu com o igualmente bauruense Mário Pedro, o Marinho. Muitos defendem a criação do Museu Pelé em nossa cidade, com a finalidade de se registrarem os momentos em que o “rei” aqui viveu. Com certeza, esta proposta poderia ser ampliada e instalado o Memorial do Esporte de Bauru, mostrando para as novas gerações as conquistas de bauruenses na área esportiva e principalmente, preservando a memória esportiva de nossa cidade. A família de Zeola, o craque, os nossos sentimentos.

12 de mar. de 2014

POUCA VERGONHA NO PREÇO DOS REMÉDIOS

Levantamento realizado pelo PROCON no Estado de  São Paulo em preços de medicamentos assusta pela diferenciação de preços que no caso dos genéricos  chega a variar  759%, enquanto os de marcam oscilam 118%, demonstrando claramente que mesmo em um período de estabilidade econômica o consumidor precisa pesquisar antes de comprar, embora possamos considerar que na área de medicamentos torna-se lamentável esta variação absurda de preços e muitas vezes, a pessoa acaba comprando no primeiro estabelecimento que encontra aberto em decorrência da necessidade, muitas vezes urgente. Um exemplo claro desta absurda variação de preços é o anti-inflamatório Nimesulida, que tem seu custo variando entre R$ 1,78 e R$ 15,30 nos estabelecimentos pesquisados. Ora, a discrepância de preços entre estabelecimentos diversos leva-nos a pensar na volta do CIP – Conselho Interministerial de Preços –que até anos atrás regulamentava o preço máximo a ser cobrado por medicamentos e com certeza o controle estatal de preços serviria para ao menos para aplacar a fúria de lucros de alguns comerciantes deste setor de primeira necessidade. Cobramos de forma insistente a melhoria do serviço publico da saúde, com mais médicos, equipamentos com a finalidade que a população tenha um  atendimento de qualidade e podemos afirmar que o custo dos medicamentos faz parte desta melhoria. De nada adianta o cidadão ter um bom atendimento, um diagnostico preciso e sair da unidade de  saúde com uma receita, acabando por cair nas mãos de um comerciante inescrupulosos e ávido por lucro fácil, acabando por não comprar  os remédios receitados por falta de grana. A comunidade tem que se organizar e buscar divulgar entre seus membros onde ocorre a famosa e decantada enfiada de faca, com preços abusivos. Com a palavra, nossas autoridades.