22 de jun. de 2013

IRRESPONSABILIDADE COM O POVO!

O TRT de Campinas, na tarde de ontem, declarou ilegal a greve dos condutores de transporte coletivo em nossa cidade, determinando a volta imediata a trabalho, entretanto, os circulares da cidade continuam parados em virtude do líder do movimento paredista, senhor Walter Dutra não ter sido encontrado para ser citado da decisão da Justiça do Trabalho e claro, a decisão vale somente a partir do momento do momento em que os grevistas forem oficialmente citados. Durante a tarde de ontem, oficiais de justiça procuraram em diversos locais o líder grevista sem lograrem êxito em localizá-lo. Claro que neste jogo de esconde-esconde o prejudicado é o usuário do transporte urbano  de nossa cidade que continua enfrentando dificuldades para locomoção ao local de trabalho e a greve, transtorna a vida de milhares de bauruenses. Recentemente o Sindicato da Categoria firmou acordo, homologado pela Justiça do Trabalho, garantindo melhoria salarial e outras vantagens aos condutores, acordo este que não foi aceito pela oposição sindical que buscou de todas as formas, modificar o acordo firmado e declarar a greve. Claro que a greve é um direito constitucional da classe trabalhadora, entretanto, algumas regras tem que ser seguidas para sua deflagração e mesmo efetivação. No serviço Público, considerado essencial, como neste caso, algumas regras devem ser seguidas com o intuito de não se prejudicar a população e no atual movimento paredista, não estão sendo seguidas. 30% dos ônibus deveriam estar circulando e não estão, muito embora os grevistas tenham se proposto para cumprir a legislação e a proposta foi rechaçada pelas concessionárias, alegando temor de depredação e atos de vandalismo. A grande e tris realidade é que na queda de braço entre o sindicato, a oposição e as empresas o grande prejudicado é o povo de Bauru, que sofre os transtornos ocasionados pela inoportuna greve. Inoportuna, pois ocorre em um momento delicado do pais, onde o mote maior dos protestos que ocorrem por toda a parte é justamente a redução de tarifas dos ônibus urbanos. Espera-se que os líderes grevistas tenham a consciência de que devem cumprir a decisão judicial, normalizando o transporte e se organizarem para a disputa eleitoral dentro do sindicato, afinal o bauruense não pode ser punida por divergências internas dentro da entidade sindical.