17 de jan. de 2013

TROCA DA FROTA DE VEÍCULOS DA A.L.

Em nosso país continuam a ocorrer coisas estranhas e atentatórias ao bom senso. A imprensa paulistana traz reportagens sobre a renovação da frota da Assembléia Legislativa de São Paulo que abriu licitação para a aquisição de cento e cinqüenta novos veículos para seus deputados e diretores, chamando a atenção do Ministério Público que abriu ontem procedimento preparatório de inquérito civil para investigar o caso, considerando que a frota foi trocada a pouco mais de dois anos e entre os veículos que serão descartados existe um que rodou apenas 225 km e quinze dos veículos não rodaram ainda 30.000 km, estando praticamente novos. A atual frota, composta pelo modelo Vectra Sedan Elite foi adquirida em dezembro de 2010 pelo valor de oito milhões e novecentos mil reais e será agora entregue por quatro milhões e setecentos mil reais, em uma depreciação de 47%.O que chamou a atenção do Ministério Público foram as exigências técnicas do edital que direcionam para a aquisição ou do Toyota Corolla, ao custo unitário de R$ 72.990,00 ou o Citroen C4 Dallas de R$ 67.142,00 cada um. O Honda Civic estaria descartado pois mede 4,48 metros de comprimento e o exigido no edital é 4,5 metros. O Fluence da Renaut também está fora por ter potencia de 143 cavalos contra os 150 previstos na licitação e finalmente o Peugeot 408 tem rodas com perfil 45 contra 0 50 exigidos no Edital. A Assembléia respondeu aos questionamentos da Folha de São Paulo afirmando que as especificações foram definidas com base em "critérios de economicidade e segurança", estabelecidos a partir das "reclamações de parlamentares e dos agentes de segurança".

Enquanto pacientes da rede de saúde que necessitam de medicamentos ou insumos para tratamento de saúde tem que bater as portas do judiciário para conseguirem aquilo que lhe foram prescritos pelos médicos, os deputados estaduais paulistas afrontam a população com gastos que podem perfeitamente serem adiados. Esperamos que o Ministério Público tenha êxito em sua empreitada coibindo esta licitação nitidamente direcionada e mais, contrária aos interesses populares. Os deputados estaduais paulistas precisam, urgentemente, mudar de postura em relação ao gasto do dinheiro público.

16 de jan. de 2013

CADÊ A NOVA EQUIPE?

Decorridos quinze dias do segundo mandato de Rodrigo Agostinho ainda restam dúvidas sobre a  composição de seu secretariado, sendo certo que das quatro alterações já anunciadas apenas a SEPLAM e a de Desenvolvimento Econômico  contam com titulares efetivos, já que Giasone Cândia no DAE e Marcelo Araujo no Gabinete foram anunciados como interinos, ficando claro que terminada sua missão no DAE, Cândia retorna ao gabinete. Agricultura, Esportes e SEAR continuam com seus titulares indefinidos, sendo que a última vem sendo comandada por um funcionário de carreira e as duas primeiras por indicados dos secretários anteriores. No Jornal da Cidade de hoje, Rodrigo Agostinho elogiou o trabalho dos titulares atuais das secretarias, frisando que todos estão realizando um bom trabalho, entretanto, tal afirmativa não significa a permanência destes nos cargos, afinal, o PP e o PSB continuam na expectativa de ocuparem cargos no primeiro escalão, ávidos por uma fatia do bolo, prometida quando da efetivação da coligação vencedora e até hoje não entregue, temendo que o bolo azede se não for entregue logo. De outro lado é certa a saída de Eliseu Areco do comando da Secretária de Obras, com o atual titular já tendo limpado as gavetas e aguardando somente a nomeação do substituto a ser indicado pelo PT. Com esta morosidade em fechar sua equipe de governo, Rodrigo vai fazendo um verdadeiro teste cardiológico nos integrantes da Arca de Noé que aguardam com ansiedade e roendo as definições sobre suas participações no governo. Na Secretaria de Obras ante a confirmada saída de Areco torna-se urgente a definição do novo titular. Em decorrência das tradicionais chuvas de início de ano, os estragos vão se avolumando e necessitam de um enfrentamento rápido, não significando que o atual secretario esteja inerte, entretanto, é claro que em qualquer atividade profissional quando o cidadão pede para sair, já está com os pensamentos voltados para as novas atividades que desempenhará. Urge uma solução rápida para estas pendengas, mesmo porque os trabalhos no legislativo se iniciarão em fevereiro e a partir daí, a conversa e a cobrança por participação no governo, poderão ser diferentes.