29 de mar. de 2013

COMISSÃO DA VERDADE ESTADUAL EM BAURU

A Comissão Estadual da Justiça e Verdade instalada na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, presidida pelo Deputado Adriano Diogo do PT realizará audiência publica na Camara Municipal de Bauru na próxima terça-feira, dia 2 de Abril, às 14:00 horas, com a finalidade de ouvir familiares, amigos e companheiros de Jaime, Lúcio e Maria Lucia Petit da Silva, nascidos na região e que residiram em nossa cidade na adolescência. Os irmãos Petit participaram da “ Guerrilha do Araguaia” organizada pelo PCdoB nos anos 70 e segundo depoimentos de moradores da região de Xambioá, foram mortos pela repressão depois de subjugados e presos. A audiência publica da próxima terça-feira contará também com a presença do jornalista Ivan Seixas, presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana – CONDEPH – e membro da Executiva do Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo. A Comissão Estadual da Justiça e Verdade realiza trabalhos no sentido de investigar principalmente os casos dos desaparecidos durante o regime militar, caso dos Irmãos Petit. Espera-se o comparecimento na Camara Municipal de militantes das entidades de Direitos Humanos e de ativistas politicos interessados no tema, não podendo se descartar a possibilidade de ser entregue aos visitantes, algum protesto formal contra o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Camara Federal, Marcos Feliciano, alvo de protestos por tido o Brasil em decorrência de pronunciamentos considerados como racistas e homofóbicos. Apesar da relevância do tema, envolvendo a morte de três irmãos pelo mesmo ideal, sendo que somente Maria Lucia teve seus restos mortais reconhecidos, espera-se que a Comissão investigue igualmente os casos de José Roberto Arantes de Almeida e de Francisco José de Oliveira, que também residiram em nossa cidade na adolescência e do ferroviário da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, Nelson Polastro. Os dois primeiros foram mortos durante sessões de tortura e Polastro, jogado no acostamento da rodovia Anhanguera, entre São Paulo-Campinas, agonizante, pelas torturas recebidas. Também deverá merecer adequada investigação o caso de Márcio Leite de Toledo,  morto pelos próprios companheiros da Ação Libertadora Nacional.

28 de mar. de 2013

ENGENHÃO E AS OBRAS PÚBLICAS.

O superfaturamento e inadequado acompanhamento técnico sempre foram o calcanhar de Aquiles das obras públicas no Brasil. Sempre foi dito que as linhas férreas eram sinuosas, cheias de curvas pelo fato das empreiteiras ganharem por quilometro executado e as curvas, muitas delas desnecessárias serviam para aumentar o montante a ser recebido do governo. Hoje, ocupa espaço na imprensa a interdição do Engenhão, estádio de futebol construído para os jogos pan-americanos realizados no Rio de Janeiro em 2007 que apresenta problemas em sua estrutura. O Estádio custou 380 milhões de reais aos cofres públicos e hoje, apenas seis depois de sua inauguração encontra-se interditado, impedindo a realização de toda e qualquer pratica esportiva em suas dependências, inclusive o atletismo, com mais de 100 atletas estando sem local para treinar, considerando que o Maracanã passa por reformas, visando a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. O prefeito do Rio, Eduardo Paes para não fugir da tradição política brasileira, culpou seu antecessor pela situação, como se ele não estivesse no comando da prefeitura carioca, há mais de quatro anos. Denuncias são realizadas diariamente pela imprensa referente ao superfaturamento nas construções e reformas de estádios que irão sediar jogos da Copa das Confederações e do Mundo, sendo que a campeã disparada de denuncias é a Arena Nacional Mané Garrincha em Brasília, que custará mais de um bilhão de reais e para sua conclusão, o governo do Distrito Federal apelou, solicitando ajuda para a ONU. Muitos dos estádios, construídos agora, pouca serventia terão depois dos eventos internacionais, demonstrando a insensatez administrativa brasileira. Com toda a certeza, as denuncias de superfaturamento e de problemas técnicos em suas construções, alimentarão o noticiário nos próximos anos. Para um pais que luta para tirar milhões de pessoas da chamada linha da pobreza, efetivamente torna-se um disparate gastar bilhões de reais, para sediar um evento deste porte, correndo seriamente o risco de ter sua imagem denegrida em virtude de carência de transportes e acomodação necessária para os visitantes que aqui estarão. A verdadeira farra com o dinheiro publico tem que acabar, custe o que custar.

O Brasil e os brasileiros não merecem este gasto supérfluo e superfaturado.