19 de abr. de 2013

FINANÇAS PÚBLICAS DE BAURU

As finanças municipais estão dando sinal de alerta, com a arrecadação de 2013 ficando aquém das expectativas, muito embora  não tenha ocorrido redução nos números, a receita não tem conseguido atingir aquilo que foi estimado pelo orçamento deste ano. E quando isso ocorre, a lógica é bastante simples, cortes tem que ser realizados e benfeitorias previstas tem que ser suprimidas. A prefeitura estimou um crescimento real para este ano, na ordem de 3% e até o momento, atingiu a marca de 1,4%, ou seja, menos da metade do previsto. No ano passado, o orçamento bauruense cresceu 5% em relação a 2011. O secretário das Finanças, Marcos Garcia que ocupa o cargo desde o governo de Tuga Angerami admite que este é o ano mais complicado do governo de Rodrigo Agostinho  e que o mês de maio será crucial  para a tomada de posições com relação aos cortes no orçamento municipal . No momento, está sendo aguardada o resultado do recolhimento do IPTU, já que as primeiras parcelas e o pagamento a vista, ocorrem neste mês de Abril, para depois verificar se será mantida a tendência de baixa arrecadação.A situação hoje é bem diferente para o prefeito que surfou nos primeiros quatro anos de mandato , pegando as boas ondas da fase econômica do pais nos primeiros quatro anos de seu mandato e que agora, é obrigado a fazer ajustes e cortes no orçamento, inclusive na área social e no plano de pavimentação. Licitação para pavimentação de 70 quadras está suspensa e não se sabe quando e se ocorrerá neste ano, face a situação econômica preocupante do município. Efetivamente, chegou a hora de Rodrigo mostrar que de fato é um bom administrador, afinal, na fartura e com excesso de arrecadação é muito fácil administrar e agora, em época de vacas magras, prestes a assumir boa parte da divida milionária da COHAB que sangrará ainda mais os combalidos cofres municipais, está chegando a hora do prefeito provar os seus decantados dotes administrativos.
Bauru está torcendo para que o prefeito e sua equipe, proporcionem um verdadeiro show na difícil arte de administrar parcos recursos.

17 de abr. de 2013

UM NOVO PARTIDO PARA JOSÉ SERRA

Enquanto os lideres da base  aliada buscam formulas para alterar a legislação na parte que disciplina a criação de novos partidos, tentando coibir a cessão de tempo no horário político e no repasse de verbas do fundo partidário, enquanto as novas legendas  não passarem pelos testes das urnas, o PPS de Roberto Freire e o PMN , realizam convenções nesta quarta feira, quando deverão definir pela fusão das legendas, criando um novo partido que deverá ter o nome de Partido da Mobilização Democrática – PMD.  Com isso, os parlamentares que estão  descontentes em suas atuais legendas, terão o prazo de 30 dias para migrar para a nova legenda sem o risco de perderem seus mandatos. Hoje, somados, os dois partidos possuem 13 Deputados Federais  e com a possibilidade de atraírem novos deputados, a expectativa é que supere a casa dos 30 parlamentares, a maioria deles vinda do PSD e do DEM. Jose Serra foi convidado para migrar para a nova sigla e está avaliando a questão. Analistas politicos entendem que se Serra resolver se filiar ao novo partido, o número de deputados aumentará ainda mais, proporcionando a nova legenda  um tempo relativamente bom no horário gratuito  e uma boa fatia do fundo partidário. Mesmo sem a presença de Serra, o maior prejudicado com a criação do novo partido será o PSD de Gilberto Kassab, em decorrência da debandada de 12 a 15 Deputados Federais da sigla, rumo ao PMD. Curiosamente, Kassab que foi beneficiado com a atual legislação, movimenta-se no sentido da Camara Federal, votar ainda amanhã, a legislação que altera as regras para a criação de novas legendas. Outro ponto é que ambos, tanto o PSD como o PMD, contam com o apoio do governador Eduardo Campos que inclusive ofereceu a assessoria jurídica do PSB na orientação das novas legendas. Como Eduardo Campos é candidato declarado a Presidência da República no próximo ano, a grande indagação é sobre a participação de Serra no processo eleitoral do próximo ano. Seria candidato ao Senado ou Eduardo Campos, já teria encontrado o seu candidato a vice? Nos bastidores politicos, tem-se como certa a dobrada Eduardo Campos e José Serra que colocaria uma pá de cal nas pretensões de Aécio Neves.  Aguardemos a marcha dos acontecimentos...