E ante o impasse entre o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e as empresas que operam o transporte coletivo em nossa cidade, os condutores realizaram uma greve de advertência na manhã de hoje, paralisando suas atividades por suas horas, no período entre cinco e sete horas da manhã, prejudicando o usuário do transporte coletivo, notadamente aqueles que necessitam deste transporte para se dirigirem ao seus locais de trabalho. Segundo o Jornal da Cidade, em sua edição de hoje, a decisão pela paralisação não era consenso na categoria. Um funcionário afirmou que mais da metade da categoria havia votado pela interrupção dos serviços em uma chamada Greve de Advertência, acabando por ser questionado por uma daqueles que se posicionava contra o movimento paredista que afirmou textualmente que pessoas estranhas a categoria e até estagiários votaram a favor da greve, acusando desta forma o Sindicato de maquiar os números para fazer parar a categoria. Claro que são validos os movimentos reivindicatórios em busca de melhores salários e por condições de trabalho dignas, entretanto, quando surgem denuncias da manipulação da vontade da categoria, apurações precisam ser realizadas para que o povo não seja prejudicado para atender uma minoria. Ainda hoje no período da manhã, o presidente do Sindicato, senhor José Rodrigues anunciou que os trabalhadores aceitaram nova contra-proposta das empresas, colocando fim a expectativa de greve por parte da categoria.O salário-base sobe para R$ 1.520,00 em um aumento de 8,57%; o tíquete alimentação para R$ 360,00 com acréscimo de 9% e a participação nos lucros será de R$ 1.000,00, em um reajuste de 21%. Espera-se que nas futuras negociações, caso a categoria opte por deflagração de greve, mesmo que de advertência como a de hoje, a população seja avisada com antecedência, afinal quem garante a subsistência das empresas e consequentemente o pagamento de seus funcionários é o usuário e este, indiscutivelmente merece respeito.
5 de jun. de 2013
4 de jun. de 2013
RESERVAS INDÍGENAS
A pressão das comunidades indígenas em busca da demarcação de suas terras, com consecutivas invasões de fazendas consideradas produtivas em diversos pontos do país, tem ocasionado problemas para o governo que tem sofrido pressões dos produtores da chamada base ruralista do Congresso Nacional, contando com apoios inclusive de membros da base aliada, como o senador Delcídio Amaral do PT de Mato Grosso do Sul. Com a finalidade de conter a crise é anunciado a criação de um órgão colegiado que retirará da FUNAI a exclusividade de demarcação das chamadas reservas indígenas. Este órgão deverá ter integrantes dos Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e das Cidades, alem da EMBRAPA e da FUNAI e terá como primeira atividade auxiliar a Casa Civil da Presidência da República a concluir até o final do mês, um estudo preliminar para implantação de um novo modelo de demarcação das terras indígenas. A crise se acentua agora, depois da operação de reintegração de posse em fazenda localizada no Mato Grosso do Sul que resultou na morte do índio terena Oziela Gabriel, cuja morte ainda não tem definição de autoria. Existem duvidas se foi vitima dos tiros disparados pela Policia Militar ou se pelos próprios índios. Uma única coisa é certa, prestes a completar 25 anos, a nossa Constituição ainda depende da regulamentação de muitos de seus dispositivos, dentre elas, a demarcação das terras indígenas ocasionando conflitos que culminam com a morte de muita gente.Soa bonito colocar em nossa lei maior, dispositivos que garantam benefícios para diversas camadas da população e depois postergar de forma perene sua regulamentação.Os indígenas tem sido expulsos de suas terras, desde a época do descobrimento e é de assustar que ainda nos dias de hoje corra sangue na defesa daquilo que lhe garantiram por lei. Cadê o Congresso Nacional para regulamentar o disposto em nossa constituição?
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