2 de jul. de 2013

A REFORMA POLÍTICA

A classe política parece estar satisfeita com as atuais regras que norteiam o funcionamento dos partidos politicos e as leis que regem o processo eleitoral, sendo que a própria base aliada da presidenta Dilma no Congresso Nacional, resistente a idéia de plebiscito , se articula no sentido de esvaziar o calendário previsto pelo Planalto para a reforma política, sendo certo que no dia de hoje, o presidente da Camara dos Deputados, Henrique Alves vai propor o plano B, que seria a criação de um grupo de trabalho que teria o prazo de 90 dias para apresentar um projeto de reforma que seria submetido a referendo popular, formato este já rechaçado anteriormente por Dilma Roussef. Entretanto, os congressistas não tem se mostrado simpáticos a idéia do plebiscito e segundo Henrique Alves a proposta da constituição da Comissão é para que a proposta de reforma política não caia no vazio, caso o plebiscito não seja aprovado. Caso a proposta da base aliada seja aprovada por Dilma , o mais cotado para coordenar a Comissão é o deputado federal Candido Vaccareza e entre os governistas, a aposta principal é de que a consulta popular somente seria realizada em 2014, sem tempo hábil para ser colocada em pratica nas próximas eleições. Outra vez, os parlamentares brasileiros legislam em causa própria, adiando de forma perene reformas que são mais que necessárias para aperfeiçoamento de nossas instituições democráticas. Já fizeram assim com a decantada lei da ficha limpa, protelando de forma eterna a sua entrada em vigor, permitindo que figuras conhecidas com diversas condenações judiciais continuem a exercer cargos públicos, muito embora, parcela significativa do conjunto de eleitores tenha sua parcela de culpa, ao votarem nos chamados fichas sujas. Hoje, mesmo preso e recolhido ao presídio, o deputado de Rondônia, pelo PMDB, Donadon continua oficialmente como deputado, recebendo subsídios e mantendo sua equipe de assessores. Tais coisas precisam mudar com urgência, com plebiscito ou não, e mostram claramente que o espírito corporativista dos parlamentares precisam chegar a um fim. Chega de protelação, o Brasil quer respostas e não enrolação.




1 de jul. de 2013

CAMINHONEIROS E DATAFOLHA

A semana começa com protesto dos caminhoneiros que interditaram as rodovias Castelo Branco e Fernão Dias em Minas Gerais, além de um trecho do rodoanel, aderindo à onda de protestos e reivindicando dentre outras coisas a isenção de pedágios para caminhões, a criação de uma secretaria nacional do Transporte Rodoviário de Cargas e subsídios para o óleo diesel. Os caminhoneiros paralisaram as duas pistas da Castello Branco na proximidades de São Paulo e por enquanto, afirmam ser o movimento desta segunda feira um alerta as autoridades, não descartando outras manifestações nos próximos dias. Enquanto continuam as manifestações por todo o pais, o DATAFOLHA divulgou pesquisa de opinião publica realizada nos últimos dias, mostrando que a aprovação de Dilma Roussef caiu para 36% , o pior índice desde o início de sua administração, entretanto, a queda não é privilégio seu e para nos atermos somente ao estado de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin amarga igualmente uma queda acentuada , passando de 52% para 38% de aprovação popular, repercutindo também nas pesquisas para as eleições do governo do Estado no próximo ano, onde Geraldo Despencou de 52% para 40%, muito embora nenhum de seus adversários tenha conseguido subir de forma significativa e sim, tenha aumentado significativamente o numero de eleitores que afirmam que irão votar em branco ou anular seu voto. Também Fernando Haddad experimentou uma queda nas avaliações positivas de seu governo de 34% para 18%.

A grande verdade é que classe política de uma forma geral, independentemente de siglas, está recebendo um cartão amarela por parte da população, insatisfeita com muitas coisas que considera errada na política nacional hoje, dentre elas a impunidade daqueles que considera corruptos, a possibilidade da volta da inflação, dentre outras coisas e com certeza dentro da crise vivida pelos politicos detentores de mandato, quem sairá ganhando são os marqueteiros que estão sendo chamados as pressas para idealizarem campanhas publicitárias em busca de deterem a queda de popularidade de seus clientes se não forem felizes em seus trabalhos, com certeza, em 15 de Novembro do próximo ano, os cartões vermelhos serão distribuídos em grande quantidade aos atuais governantes, de todas as siglas e de todo o país.