Depois de ver seu marido, Batata ficar de fora da Camara Municipal de Bauru, perdendo para seu ex-assessor Sandro Bussola, agora, a vice-prefeita Estela Almagro amarga mais uma derrota para o antigo fiel escudeiro. No Processo de Eleições Diretas do Partido dos Trabalhadores, a chapa apoiada pela vice-prefeita e que tinha Batata como candidato a presidente, acabou perdendo a disputa para a chapa liderada por Claudio Gomes, o Claudinho da Construção, apoiada justamente por seu antigo aliado e hoje, presidente da Camara Municipal de Bauru, Sandro Bussola que obteve mais de 50% dos votos validos, tornando desta forma desnecessário a realização de segundo turno com a liquidação da fatura já no dia de ontem. Estela e seu marido estão colocando em dúvidas e questionando a lisura do pleito, afirmando que os vencedores utilizaram-se de métodos condenáveis para captarem votos dos filiados, acusando-os de terem apoio de partidos de direita e de terem comprado votos, praticas estas negadas com veemência pelos vencedores. Estela e Batata, os grandes derrotados deste domingo anunciaram que vão levar as denuncias para o Diretório Estadual do PT, solicitando a anulação do processo realizado em nossa cidade. Uma coisa é certa, as eleições internas do PT ministraram uma aula para Estela e seu marido Batata, com o conjunto de filiados do partido mostrando de forma clara e transparente que pretendem mudanças e com estas, maior participação nas decisões partidárias. Claudinho da Construção e Sandro , sempre estiveram ao lado da vice e seu marido, e cansaram de ser coadjuvantes, resolvendo partir para a campanha solo e vem obtendo sucesso nesta empreitada. Primeiro com a votação considerada surpreendente de Sandro para vereador, abocanhando a vaga que era tida como certa para Batata na Camara Municipal e agora obtendo a supremacia do Diretório Municipal do PT, assumindo eles a tarefa de discutirem na mesa pequena, os caminhos que o partido deve trilhar a partir de agora. Para Batata e Estela, fica a tarefa de se reorganizarem e acima de tudo repensarem os métodos de se fazer política interna. Tentar juntar os cacos e reconstruir a liderança partidária, afinal, a partir de agora, não tem mais o poder de impor candidaturas e de negociar em nome do PT bauruense. Derrota histórica para o casal, que dominou o PT por mais de 10 anos.
11 de nov. de 2013
10 de nov. de 2013
AUDÁLIO DANTAS RECEBE O PREMIO JUCA PATO
Aos 82 anos de idade, em franca atividade profissional e intelectual, o jornalista Audálio Dantas, abocanhou dois prêmios neste ano de 2013. O premio Jabuti, da Camara Brasileira do Livro e o Intelectual do Ano, promovido pela União Brasileira dos Escritores, ambos em decorrência de seu novo livro, As Duas Guerras de Vlado Herzog. A cerimônia de entrega do Intelectual do Ano, será realizado dia 18 de novembro, às 20:00 horas no Memorial da América Latina, sendo precedido de um debate sobre a exigência de autorização para a produção de biografias com a presença confirmada de Fernando Moraes, Ricardo Kotscho e Paulo César Araujo, não deixando esquecer que Audálio também é biografo, tendo escrito biografias de Graciliano Ramos e Lula. O homenageado é um dos mais consagrados jornalistas brasileiros e presidia o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo quando Vlado Herzog foi assassinado em 1975, acabando por promover uma mobilização nacional , que sem sombra de duvidas representou o ponto de partida para a reconquista das liberdades democráticas em nosso país. Na sua trajetória profissional, atuou nas principais publicações brasileiras, com destaque para as revistas O Cruzeiro, Manchete e Realidade. Além de jornalista é escritor e autor de diversos livros, entre os quais o Circo do Desespero e o Chão de Graciliano. As homenagens recebidas por Audálio Dantas simbolizam o reconhecimento de uma vida de lutas, marcadas sobretudo pela coerência e pela coragem, afinal, não era nada fácil enfrentar os detentores do poder na década de 70, principalmente para denunciar a farsa do suicídio, montada pela repressão política para tentar mascarar o assassinato de Vlado Herzog, jornalista, adepto das transformações políticas pela via pacifica, de preferência nas urnas eleitorais. Audálio foi eleito Deputado Federal em 1978, pelo MDB/Sp., tem sido considerado em diversas pesquisas com um dos dez parlamentares brasileiros mais atuantes, tendo notabilizado seu mandato pela luta contra a censura imposta pelo regime militar, tendo em 1981, recebido um premio da ONU, por sua atuação em defesa dos direitos humanos.
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