16 de fev. de 2013

A REDE

Claro que existem diferenças fundamentais entre a REDE de Marina Silva e a REDE de Eduardo Leite, o Bacuri, organização armada de esquerda que lutou contra a ditadura militar. A Resistência Democrática de Bacuri queria o fim do regime militar e a implantação de um governo socialista em nossa pátria e a REDE que Marina Silva está lançando é com o objetivo de alcançar o poder. Podemos estar enganados, entretanto, a REDE de Marina será o desaguadouro nacional de ambientalistas e evangélicos, detentores de mandato e que querem abandonar o partido pelos quais se elegeram. Evangélica da Assembléia de Deus e ambientalista da escola de Chico Mendes, Marina Silva tenta ser o pólo catalisador para atrair os divergentes. Pregando um moralismo caboclo e pela metade, a nova legenda já definiu que não aceitará doações de fabricantes de bebidas, cigarros e afins, entretanto, nada fala das empreiteiras, mesmo daquelas envolvidas na construção de usinas nucleares. Também nada fala de planos de saúde ou cooperativas médicas que ao invés de melhorarem o atendimento médico de seus segurados, investem fortunas nas campanhas políticas, visando, indiretamente ter voz no parlamento. Somente em Bauru, a UNIMED doou, oficialmente, R$ 72.000,00 para dois candidatos eleitos a vereança. A parte do leão ficou para um médico, candidato a reeleição que conseguiu R$ 52.500,00 e o restante para uma nova candidata, igualmente eleita. Com toda a certeza, aqueles que reclamarem da qualidade do atendimento médico da Cooperativa não contarão com o apoio dos dois edis, que tem outro compromisso, o de defender a cooperativa. Ou não?

Aliás, o médico reeleito tem participado das reuniões da REDE de Marina. Igualmente evangélico vê com simpatia a possibilidade de abandonar o partido pelo qual foi eleito e migrar para a nova legenda. A realidade é que Marina e sua REDE querem construir um gueto evangélico e ambiental nesta nova legenda e buscar tão somente o poder. Não importa o preço. Cim toda, a REDE de Bacuri tinha muito mais seriedade.

13 de fev. de 2013

BOMBA ATÔMICA DA CORÉIA DO NORTE

O anúncio nesta terça feira realizado pela Coréia do Norte de que realizou com sucesso o seu terceiro teste nuclear, depois dos produzidos em 2006 e 2009, segundo a agencia oficial de noticias do governo comunista norte-coreano. Pouco antes, o governo sul coreano também confirmara o teste após detectar um terremoto de pouco mais de magnitude 5, no condado de Kilju, que abriga a base onde teria ocorrido a detonação. A Coréia do Norte destacou que o teste nuclear teve maior nível que os anteriores, informando que conseguiu reduzir o tamanho e o peso da bomba, em uma demonstração clara que o país avançou em seu objetivo de dotar seus mísseis balísticos de capacidade atômica, justificando sua ação como uma medida pratica para fazer frente as hostilidades dos Estados Unidos , país que há alguns dias o líder norte-coreano chamou de inimigo jurado.Em janeiro, a Coréia do Norte ameaçara realizar um teste nuclear como resposta a resolução adotada pelo Conselho de Segurança da ONU, presidido pela Coréia do Sul, ampliando as sanções ao pais comunista pelo fato deste ter realizado o lançamento de um foguete de longo alcance e nesta quarta-feira, está se realizando uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU para definir o que fazer, ante as iniciativas coreanas.

Para os analistas internacionais, estamos prestes a vivenciar uma nova guerra e parece que os Estados Unidos já estão se preparando para ela, ao retirarem do Afeganistão metade de suas tropas ali instaladas e para estes mesmos analistas uma guerra contra a Coréia do Norte é de resultados imprevisíveis, de muito maior dificuldade que aquela contra o Iraque, pois se os comunistas anunciaram o teste nuclear é por terem já o pleno domínio da tecnologia. Se contarem em um possível confronto com o apoio da China, teremos efetivamente uma guerra imprevisível quanto a resultados. Aguardemos a marcha dos acontecimentos, esperando que o bom senso predomine e a paz reine, poupando a vida de inocentes.