18 de fev. de 2013

TESTE DA ARCA DE NOÉ.


Hoje a base de sustentação do prefeito Rodrigo Agostinho, popularmente conhecida como “Arca de Noé” enfrenta seu primeiro dilúvio, com a discussão e votação que tenta revogar o artigo 14 da lei que autorizou Bauru a participar da Fundação Regional de Saúde e caso esta proposta venha a ser aprovada, o estatuto da entidade não terá mais que ser submetido a apreciação e consequente aprovação do legislativo.O projeto a ser votado hoje, tramita desde o ano passado por iniciativa do ex-vereador Marcelo Borges, líder da oposição e entretanto o maior defensor do projeto governista, que justificava a mudança ante a necessidade urgente da prefeitura poder vir a assumir a gestão do Hospital de Base. Entretanto, como a gestão do HB passou para a FAMESP, este argumento, hoje, não é mais convincente, conforme decisão da Comissão de Direitos Humanos de nossa Camara Municipal e esta deve ser a justificativa para alguns vereadores votarem contra o projeto e este para ser aprovado necessita de 11 votos favoráveis. Fabiano Mariano, Roque Ferreira e Moisés Rossi já declararam votos contrários ao projeto , que caso aprovado, será como a emissão de um cheque em branco ao executivo, tanto na questão de estatuto como na nomeação de funcionários. O PV já fechou questão e votará contra o projeto, mesmo entendendo que a fundação é um instrumento muito importante, diz que precisa ser mais bem discutida, mesmo porque a urgência, não existe mais. A discussão durante a sessão de hoje, deverá ser bastante acalorada e os tucanos que devem votar a favor do projeto, lamentam que a cisão ocorra justamente dentro da Arca de Noé. De qualquer forma, a partir da votação deste projeto, poderemos ver e o prefeito também, como anda a coesão dentro da bancada situacionista. O que a comunidade espera é que os vereadores votem com bom senso, pensando no melhor para Bauru.

16 de fev. de 2013

A REDE

Claro que existem diferenças fundamentais entre a REDE de Marina Silva e a REDE de Eduardo Leite, o Bacuri, organização armada de esquerda que lutou contra a ditadura militar. A Resistência Democrática de Bacuri queria o fim do regime militar e a implantação de um governo socialista em nossa pátria e a REDE que Marina Silva está lançando é com o objetivo de alcançar o poder. Podemos estar enganados, entretanto, a REDE de Marina será o desaguadouro nacional de ambientalistas e evangélicos, detentores de mandato e que querem abandonar o partido pelos quais se elegeram. Evangélica da Assembléia de Deus e ambientalista da escola de Chico Mendes, Marina Silva tenta ser o pólo catalisador para atrair os divergentes. Pregando um moralismo caboclo e pela metade, a nova legenda já definiu que não aceitará doações de fabricantes de bebidas, cigarros e afins, entretanto, nada fala das empreiteiras, mesmo daquelas envolvidas na construção de usinas nucleares. Também nada fala de planos de saúde ou cooperativas médicas que ao invés de melhorarem o atendimento médico de seus segurados, investem fortunas nas campanhas políticas, visando, indiretamente ter voz no parlamento. Somente em Bauru, a UNIMED doou, oficialmente, R$ 72.000,00 para dois candidatos eleitos a vereança. A parte do leão ficou para um médico, candidato a reeleição que conseguiu R$ 52.500,00 e o restante para uma nova candidata, igualmente eleita. Com toda a certeza, aqueles que reclamarem da qualidade do atendimento médico da Cooperativa não contarão com o apoio dos dois edis, que tem outro compromisso, o de defender a cooperativa. Ou não?

Aliás, o médico reeleito tem participado das reuniões da REDE de Marina. Igualmente evangélico vê com simpatia a possibilidade de abandonar o partido pelo qual foi eleito e migrar para a nova legenda. A realidade é que Marina e sua REDE querem construir um gueto evangélico e ambiental nesta nova legenda e buscar tão somente o poder. Não importa o preço. Cim toda, a REDE de Bacuri tinha muito mais seriedade.