21 de mar. de 2013

23 de Março - 42 anos da morte de Márcio Toledo


Nesta data, em 1971, um comando da Ação Libertadora Nacional – ALN -,sob a liderança de Carlos Eugenio Coelho Sarmento da Paz, o Clemente, na tranquila rua Caçapava nos Jardins, abatia a tiros o militante e guerrilheiro urbano Márcio Leite de Toledo, o Carlos. Segundo o idealizador de sua morte, Márcio estava querendo mudar de organização revolucionária e como havia pertencido ao Comando Nacional, possuía muitas informações. Transformou o descontentamento interno em uma possível traição futura.

Episódio lamentável para a esquerda brasileira que carrega o cadáver insepulto de Márcio para todo o sempre.

O “justiçado” era oriundo de família de classe média alta e abandonou o conforto da lar e que a família poderia proporcionar para treinar guerrilha em Cuba, em busca de conhecimento teórico e pratico para lutar pela liberdade e democracia em nosso Brasil.

A morte de Márcio virou um tabu para a esquerda brasileira, e suas lideranças sempre buscaram ignorar o episódio, colocando o falecido no limbo da história, não conspurcando e muito menos defendendo sua memória. Depois de muita luta, discussão, um grupo de amigos conseguiu marcar para o próximo dia 8 de junho, no Memorial da Resistência em São Paulo, no antigo prédio do DOPS, com a finalidade de colocar com a dignidade que merece, o nome de Márcio na galeria daqueles que perderam sua vida em decorrência do regime militar. O Núcleo Memória e Verdade; o Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo; o Centro de Estudos Sociais e Politicos Nossa Memória, Ninguém Apaga; militantes socialistas de Bauru estão organizando este evento voltado única e exclusivamente ao resgate da história e da vida de Márcio Leite de Toledo.

20 de mar. de 2013

FICOU CARO VER O PAPA

Para uma estadia de três dias em Roma com a finalidade de assistir a primeira missa de Francisco, Dilma levou quatro ministros, assessores mais próximos e seguranças, que se hospedaram no Westin Excelsior, na Via Veneto, um dos endereços mais sofisticados de Roma, alugando trinta quartos e dezessete veículos, incluindo sete veículos sedan com motorista, um carro blindado de luxo, quatro vans executivas com capacidade para 15 pessoas cada, um micro-ônibus e um veículo destinado aos seguranças, e apenas para o transporte de bagagens e equipamentos, Dilma contou com um caminhão-baú e dois furgões.

A presidenta não quis se hospedar na residência oficial do embaixador brasileiro na Italia, onde costumam ficar os chefes de estado de nosso pais, sendo que Lula se hospedou no amplo palacete localizado no centro histórico de Roma, por ocasião dos funerais de João Paulo II. Segundo a assessoria de imprensa da presidência, Dilma prefere hotéis para facilitar a rotina de trabalho e a representação brasileira na Itália, atualmente está sem embaixador. A diária da suíte presidencial tem um custo diário de R$ 7.700,00 e os quartos mais baratos do hotel custam R$ 910,00 ao dia, não podendo deixar de ser levado em consideração que a equipe de apoio, ocupou mais vinte e dois quartos, em outro hotel, próximo do Westin.

Em um momento em que o governo cobra austeridade com o dinheiro público e Francisco, o papa argentino pede combate firme a pobreza, a comitiva presidencial brasileira cometeu um verdadeiro acinte para com a nossa população, considerando que uma única diária da suíte presidencial, e somente desta, dá para se comprar 1.100 quilos de pão francês, no mínimo. Façam aquilo que mando e não aquilo que faço, foi o recado de Dilma que o povo entendeu.