3 de abr. de 2013

FUNDAÇÃO FERNANDO MONTI

Segundo vereadores de nossa Camara Municipal finalmente está explicado os motivos que levaram o Secretário Municipal de Saúde a insistir tanto para que o estatuto da Fundação Regional de Saúde não fosse discutido e aprovado pela Camara Municipal. O anteprojeto encaminhado para o legislativo, antes mesmo de ser colocado em discussão, já gera controvérsias entre os parlamentares, com alguns deles o apelidando de “monstrengo” ante a imensa concentração de poder para o Secretário de Saúde de Bauru que seria presidente natural do Conselho Curador , pois o estatuto prevê que o cargo será ocupado pelo Secretário do município participante, com maior numero de habitantes. Além disso, fornece meios para a criação de um verdadeiro cabide de empregos e apresenta deformações grosseiras referente ao pagamento de gratificações. Determina ainda que os cargos de assessoria, sem determinar quantos e muito menos a remuneração a ser paga, serão preenchidos pelo Conselho Curador pelo regime da CLT. De cara, a nova Fundação teria três diretores com poderes e desde que com anuência do Conselho Curador, para estruturar suas diretorias, contratando pessoal de forma permanente ou de forma temporária. A grande realidade é que se a Camara aprovar o estatuto da forma que foi encaminhado, estará concedendo ao Secretário Municipal da Saúde o decantado “cheque em branco” para que este administre com total autonomia a entidade, nomeando quem bem entenda para gerir a entidade. Detalhe interessante e curioso do estatuto é o artigo que determina que nenhum dos diretores ou membros do Conselho Curador será responsável pessoal, isolada ou subsidiariamente pelas obrigações e atos assumidos pela entidade, buscando antecipadamente aquilo que o povo em sua peculiar sabedoria chama de “tirar da reta”.

Duas coisas são certas neste primeiro momento: a estatuto não será aprovado da forma em que foi encaminhado, devendo sofrer emendas dos vereadores e rendendo muitas discussões nas comissões e plenário, e de outro lado, com toda a certeza, Fernando Monti envidará todo os esforços, utilizando seu poder de persuasão para convencer os senhores vereadores, em especial os integrantes da Arca de Noé, a aprovar o estatuto que ele e sua equipe elaboraram. Não custa lembrar que hoje a COHAB que tem amplos poderes está falida e o município prestes a herdar uma divida quase bilionária. Estaria sendo armada uma nova bomba relógio para o amanhã, com a criação desta entidade, já chamada de Fundação Fernando Monti.

Pensem nisso, senhores vereadores!

2 de abr. de 2013

BUSSOLA ATACA COHAB E PREFEITO

O vereador Sandro Bussola, o bi-presidente, eis que acumula o comando da Camara e do PT em nossa cidade, voltou afiado às sessões do legislativo após curta licença para realização de cirurgia de redução de estomago. Acusou taxativamente o governo municipal de fechar os olhos para a monstruosa divida da COHAB , lembrando que na campanha eleitoral Rodrigo Agostinho  o prefeito definiu a questão da autarquia como  o principal desafio deste governo e hoje, ainda embevecido com os 82% dos votos válidos recebidos nas últimas eleições, nada faz no sentido de resolver a questão da divida que cresce R$ 3 milhões de reais ao mês.Criticou o presidente da COHAB, Gasparini Junior  afirmando que este tem mantido uma postura de travar a discussão, agindo de forma individual e independente, com a administração municipal demonstrando alienação na questão, posição inaceitável, ante a gravidade do caso. Finanças e Jurídico da Prefeitura  não podem ficar de fora desta negociação, considerando que a vultuosa divida pode acabar inviabilizando todos os projetos do atual governo. O discurso de Bussola encontrou eco na oposição, sendo que o vereador Raul Gonçalves anunciou que nos próximos dias irá requerer informações a companhia sobre seu fluxo de caixa e em especial sobre suas despesas. Afinal uma empresa em processo falimentar continua gastando R$ 400.000,00 mil reais ao mês $ 5 milhões ao ano, com sua folha de pagamento e Lima Junior, questionou sobre a diferença de valores sobre a divida,  afinal, Gasparini anuncia uma divida vencida de R$ 292 milhões e a Caixa Federal cobra R$ 342 milhões, afirmando que se ocorreu falseamento da verdade na questão, o presidente Gasparini deve ser exonerado. Discussões técnicas a parte, o discurso de Bussola na sessão legislativa de ontem aparenta ser o prenuncio de uma ruptura entre PT/PMDB para um futuro próximo. Afinal o relacionamento não tem sido pacifico já de algum tempo, com lideranças do PMDB tendo tentado de várias formas excluir a participação de Estela Almagro do cargo de vice-prefeita, nas ultimas eleições. Hoje com a não participação do ex-vereador Batata no primeiro escalão e  a retirada da Secretaria de Obras o PT tem se mostrado insatisfeito com os rumos deste governo. Não será surpresa nenhuma  se em curto prazo for anunciado definitivamente o já prenunciado divórcio. Espera-se que nesta ruptura não venhamos a viver novas crises políticas.