4 de abr. de 2013

DENGUE

173 novos casos de dengue foram confirmados ontem pelo Departamento de Saúde Coletiva da Prefeitura de Bauru, totalizando até o momento 2.210 casos da doença neste ano, em nossa cidade, sendo 2200 autóctones e 10 importados, com a constatação de um óbito. A epidemia é clara e evidente, e o pior, com numero muito maior que em outros anos, demonstrando que a população não tem se preocupado em eliminar os pontos onde proliferam os mosquitos transmissores da doença e que a municipalidade não tem realizado com sucesso o trabalho preventivo para ao menos, ver diminuído o número de casos em nossa cidade.Poderão questionar esta afirmativa, afirmando que a epidemia toma conta de todo o pais, com números crescentes e alarmantes, esquecendo-se que para criticarmos o quintal do vizinho, devemos manter o nosso limpo.Descartada também a possibilidade dos mosquitos transmissores da dengue serem adeptos da decantada “teoria da conspiração” e estarem unidos buscando desestabilizar os responsáveis pela saúde publica de Bauru. A grande e triste realidade é que nosso povo não está devidamente conscientizado para eliminar os pontos onde ocorrem a juntada de água parada, mantendo com insistência incomum garrafas, latas vazias, pratos de vasos e outras coisas em seus quintais que juntam água, propiciando a procriação do famigerado mosquito.Outro ponto que precisa ser atacado com maior eficácia sãos os terrenos baldios, tomados pelo mato, principalmente nesta época de chuvas e que servem como depósitos de lixos. Torna-se inconcebível que o cidadão, mesmo contando com coleta de lixo domiciliar, ainda insista na pratica de “dispensar” seu lixo domestico em terrenos baldios, mesmo sabendo que está colocando em risco a saúde pública. Medidas precisam ser adotadas para se punir exemplarmente aqueles que não conservam seus imóveis limpos e igualmente para aqueles que insistem em manter em seus quintais objetos que facilitam a procriação do mosquito transmissor da dengue.



A dengue tem solução, depende da boa vontade de todos nós.



3 de abr. de 2013

FUNDAÇÃO FERNANDO MONTI

Segundo vereadores de nossa Camara Municipal finalmente está explicado os motivos que levaram o Secretário Municipal de Saúde a insistir tanto para que o estatuto da Fundação Regional de Saúde não fosse discutido e aprovado pela Camara Municipal. O anteprojeto encaminhado para o legislativo, antes mesmo de ser colocado em discussão, já gera controvérsias entre os parlamentares, com alguns deles o apelidando de “monstrengo” ante a imensa concentração de poder para o Secretário de Saúde de Bauru que seria presidente natural do Conselho Curador , pois o estatuto prevê que o cargo será ocupado pelo Secretário do município participante, com maior numero de habitantes. Além disso, fornece meios para a criação de um verdadeiro cabide de empregos e apresenta deformações grosseiras referente ao pagamento de gratificações. Determina ainda que os cargos de assessoria, sem determinar quantos e muito menos a remuneração a ser paga, serão preenchidos pelo Conselho Curador pelo regime da CLT. De cara, a nova Fundação teria três diretores com poderes e desde que com anuência do Conselho Curador, para estruturar suas diretorias, contratando pessoal de forma permanente ou de forma temporária. A grande realidade é que se a Camara aprovar o estatuto da forma que foi encaminhado, estará concedendo ao Secretário Municipal da Saúde o decantado “cheque em branco” para que este administre com total autonomia a entidade, nomeando quem bem entenda para gerir a entidade. Detalhe interessante e curioso do estatuto é o artigo que determina que nenhum dos diretores ou membros do Conselho Curador será responsável pessoal, isolada ou subsidiariamente pelas obrigações e atos assumidos pela entidade, buscando antecipadamente aquilo que o povo em sua peculiar sabedoria chama de “tirar da reta”.

Duas coisas são certas neste primeiro momento: a estatuto não será aprovado da forma em que foi encaminhado, devendo sofrer emendas dos vereadores e rendendo muitas discussões nas comissões e plenário, e de outro lado, com toda a certeza, Fernando Monti envidará todo os esforços, utilizando seu poder de persuasão para convencer os senhores vereadores, em especial os integrantes da Arca de Noé, a aprovar o estatuto que ele e sua equipe elaboraram. Não custa lembrar que hoje a COHAB que tem amplos poderes está falida e o município prestes a herdar uma divida quase bilionária. Estaria sendo armada uma nova bomba relógio para o amanhã, com a criação desta entidade, já chamada de Fundação Fernando Monti.

Pensem nisso, senhores vereadores!