6 de mai. de 2013

PC FARIAS E SUZANA MARCOLINO.

Praticamente 17 anos após a morte de Paulo César Farias e sua namorada Suzana Marcolino , hoje será iniciado o júri popular dos quatro seguranças de PC Farias, denunciados por envolvimento com a morte do casal, encontrado mortos, em 23 de junho de 1996, com um tiro cada. Inicialmente foi aventada a hipótese de que Suzana teria assassinado PC e depois se suicidado, tese esta inclusive aceita, pelo então renomado legista Badin Palhares, que segundo outros peritos, teria ocorrido um erro crasso por parte de Palhares ao considerar em seus estudos que Suzana era mais alta que PC, para explicar a trajetória da bala que matou PC. Muito embora desmentido por fotos e outros laudos periciais, Palhares sempre defendeu seu laudo. Na realidade o caso é complexo e segundo a promotoria pública foi investigado como queima de arquivo, pois o ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor em sua campanha presidencial em 1989, é tido até hoje como o articulador do esquema de corrupção no governo que ocasionou a cassação do mandato presidencial de Collor. Além disso, PC estava sendo investigado por sonegação de impostos e enriquecimento ilícito e no decorrer das investigações , poderia vir a revelar outros envolvidos. Interessante ficar registrado que os seguranças que estarão indo a julgamento hoje, policiais militares de Alagoas estão sendo acusados de participação nas mortes ou no mínimo, em omissão, ao não evitá-las. Se mataram ou se omitiram, foi a mando de alguém e este mandante permanece impune. Qualquer que seja o resultado do julgamento a ser iniciado hoje permanecerá no ar de forma perene a duvida sobre quem determinou as mortes de PC e Suzana, que está longe do banco dos réus.

Coisas do Brasil.

5 de mai. de 2013

QUANDO A VERDADE SURGE, A MENTIRA DESAPARECE.

O tempo vai comprovando que de nada adiantou desaparecerem com grande parte dos  documentos relacionados a barbárie cometida em nome de uma pretensa liberdade , durante os anos em que os militares governaram o Brasil em decorrência do Golpe Militar de 1° de Abril de 64. Até os dias atuais, incautos e desconhecedores da verdade histórica, insistem em tecer elogios aos militares e suas descabidas ações do período, como se estes tivessem sido os salvadores da pátria.  A mentira impera até que a verdade surja e prevaleça, e felizmente de forma lenta, porém continua, a verdade começa a surgir tirando definitivamente a mascara dos usurpadores do poder e de seus agentes, dentro das masmorras ditatoriais. A Comissão Nacional da Verdade em conjunto com o Ministério Público do Rio Grande do Sul, decidiram pela exumação dos restos mortais de Jango Goulart, deposto pelos militares golpistas. Existem denuncias por parte de ex-agentes policiais da ditadura argentina de que Jango teria sido envenenado, com os representantes dos ditadores tendo substituído um dos remédios que tomava regularmente, por uma cápsula de veneno. Desta forma, seria falsa a causa mortes divulgada, de que Jango teria sofrido um infarto fulminante. Outro caso que necessitaria ser investigado é o do misterioso acidente que provocou a morte do ex-presidente Juscelino, caso intrincado e nebuloso até os dias atuais. Muita coisa começa a surgir, e se os militares sumiram com os arquivos comprometedores, temos o sofrido depoimento daqueles que conseguiram sobreviver e que vão colaborando de forma decisiva para que a história deste período seja reescrita com as necessárias correções, desmistificando de vez por todas as mentiras divulgadas até os dias atuais. Surge a verdade e com certeza, ela prevalecerá.