7 de jun. de 2013

AUMENTA A BASE ALIADA

O PT e a presidenta  Dilma Roussef vão pavimentando o caminho para a reeleição. E depois de acertarem com o PSD de Gilberto Kassab, com a polemica nomeação do vice-governador paulista Guilherme Afif Domingues para comandar a Secretaria Nacional das Micro Empresas, chegou a vez do PTB indicar um representante no chamado primeiro escalão do governo federal e o escolhido foi o presidente nacional do partido, ex-deputado Benito Gama que com as bênçãos de Roberto Jeferson está  sendo indicado como vice presidente de governo do Banco do Brasil. Desta forma, Dilma traz para sua futura coligação um aliado histórico do PSDB, aumenta seu tempo de rádio e TV e diminui o poder de fogo dos tucanos. Além de PSD e PTB, já havia anteriormente apaziguado os outrora rebeldes PR e PDT, conduzindo no inicio de abril, o PR de volta a explanada dos Ministérios com a nomeação de César Borges para o Ministério dos Transportes e prestigiou a direção nacional do PDT ao nomear Manoel Dias para o Ministério do Trabalho. O ex-deputado Roberto Jeferson, autor das denúncias que desencadearam o processo do chamado mensalão afirmou que realmente, com esta indicação o PTB fica muito de próximo de Dilma na disputa de2014 e que esta é a vontade da maioria do partido e das bancadas da Camara e do Senado, e que existiu pressão das bancadas que continuam a se relacionar com  governo. Além da vice presidência do Banco do Brasil, o PTB deverá ganhar o governo do Rio Grande do Norte, com a governadora Rosalba Ciarlini negociando sua saída do DEM, para se perfilar na base aliada de Dilma. Se quando de sua fundação, o PT rechaçava coligações, buscando manter um chamado purismo ideológico, hoje, atua de forma pragmática para se manter no poder, levando para seu lado na administração partidos e politicos que sempre foram seus adversários, desprezando na pratica a questão ideológica. Coisas da política brasileira que com certeza nem Maquiavel  entenderia e que, acabam transformando a administração em uma verdadeira colcha de retalhos.

6 de jun. de 2013

MÁRCIO TOLEDO, O JUSTIÇADO INJUSTIÇADO!


Em 23 de março de 1971, no final da tarde, na tranqüila Rua Caçapava, travessa da Alameda Casa Branca, tombava morto Márcio Leite de Toledo, jovem de 26 anos, militante e dirigente nacional da Ação Libertadora Nacional – ALN -, organização criada pelo ex-deputado federal Carlos Marighela.Ao contrário de seus companheiros de militância política contra o regime militar, Márcio não tombou morto em confronto contra a chamada repressão da ditadura e sim, foi executado por militantes da própria organização a que pertencia, em um comando chefiado por Carlos Eugenio Coelho Sarmento da Paz, o Clemente. Márcio vinha tentando discutir com a organização um recuo tático na luta armada, considerando que as organizações vinham sendo destroçadas pela ditadura com suas principais lideranças presas, mortas ou exiladas. Defendia a ida das lideranças sobreviventes para o Chile de Salvador Allende com a finalidade de se rediscutir os rumos da luta armada e tentar em um congresso, a unificação das forças que lutavam separadamente contra o regime militar.Não sabia que no exterior, Ricardo Zarattini e Argonauta Pacheco defendiam a mesma tese. Entretanto, aqui no Brasil, sua proposta foi interpretada de forma diferente por Clemente, que entendeu que Márcio estaria vacilando na luta e que se continuasse desta forma, poderia vir a trair os chamados ideais revolucionários. Enquanto José da Silva Tavares, o Severino, delator de Joaquim Camara Ferreira continuava incólume, fazendo estragos nas fileiras da ALN, Clemente definiu pela execução de Márcio que segundo suas premonições, poderia vir a trair. A triste realidade é que Clemente arquitetou e executou Márcio, sem razões convincentes para tanto, colocando fim a vida de um jovem de 26 anos de idade que havia abandonado o conforto da família, as benesses que a classe media-alta proporciona para lutar de armas na mão contra um regime que considerava tirano e arbitrário.Sua morte esteve envolta em um verdadeiro cipoal de in certezas, durante muitos anos até que próprio Clemente em entrevista concedida ao jornalista Waldir Sanches do Jornal do Brasil, no ano de 1986 , assumiu a autoria da morte. Em uma época em que muitos caracterizam suas atividades pela omissão, sua atitude reveste-se de dignidade e de passar a história a limpo, entretanto, a auto-critica não tem o poder de um condão mágico de refazer a história, trazendo Márcio ao nosso convívio. No livro de sua autoria, Viagem a Luta armada, Carlos Eugênio afirma textualmente que “ Márcio não pode passar para a história como traidor” e desta forma, a Secretaria da Cultura do Estado, o Memorial da Resistência, o Núcleo Memória e Verdade e o Centro de Estudos Sociais Nossa Memória, Ninguém Apaga estarão promovendo neste sábado o evento O LUGAR DE MÀRCIO TOLEDO NA HISTÓRIA, à partir das 14:00 horas, no Memorial da Resistência, no Largo General Osório, 65, Luz, Sp. Com certeza, se existir outro plano espiritual, neste momento Márcio estará solicitando a palavra em uma Assembléia Celestial em busca da unificação das esquerdas e com sua calma habitual, estará afirmando:

Condenaram-me, não importa, a HISTÓRIA me absolveu!