29 de jun. de 2013

FINAL DE SEMANA MAIS TRANQUILO

A semana termina bem diferente do que começou, afinal, os parlamentares brasileiros parecem ter ouvido o clamor popular e se propuseram a organizar a chama agenda positiva, colocando em votação projetos que estavam sendo protelados a muito tempo em nossas casas legislativas. O projeto que a presidenta Dilma havia encaminhado determinando a destinação dos royalties do petróleo para a educação foi aprovado, tendo sido incluído que parte desta verba, 25% será direcionada para a saúde publica, como também foi aprovado outro projeto de iniciativa presidencial, isentando as empresas de ônibus de alguns impostos, possibilitando desta forma, a redução das tarifas do transporte urbano, medida esta que inclusive era esperada pelo prefeito Rodrigo Agostinho para baratear as tarifas de Bauru. Outro ponto positivo para a democracia brasileira foi a prisão do deputado Natan Donadon, do PMDB, condenado a mais de 13 anos de prisão, por peculato e formação de quadrilha, quando ainda era funcionário da Assembléia Legislativa de Rondônia. Donadon torna-se o primeiro deputado a ser preso no exercício do mandato posteriormente a promulgação da Constituição Federal. Durante o regime militar, diversos parlamentares foram presos e a grande maioria deles pela pratica do crime de opinião, por se manifestarem contra o governo e o  mais emblemático deles é o do paulista Rubens Paiva que morreu na tortura, sendo que até hoje seu corpo não foi localizado. Por incrível que possa parecer mesmo preso, Donadon continua sendo deputado pois a mesa diretora da Camara Federal entende que deva ser aberto um processo especifico para sua cassação e concedido ao hoje condenado pelo STF, amplo direito de defesa. A prisão do deputado do PMDB acende o sinal de alerta para os parlamentares que foram condenados no chamado processo do mensalão, concedendo-lhes a certeza de que seguirão o mesmo caminho, dentro de um futuro não muito distante. Espera-se que para a próxima semana, os senhores parlamentares continuem com sua agenda positiva, discutindo outros projetos que se encontram parados, dentre eles a reforma política e tributaria.

28 de jun. de 2013

FIM DA GREVE

Depois de uma semana tumultuada com a greve dos condutores de ônibus urbanos , hoje amanhecemos com clima de normalidade, com os trabalhadores do setor retomando suas atividades normais, trazendo de volta a tranqüilidade para os cem mil bauruenses que utilizam-se diariamente deste meio de locomoção. As conquistas dos grevistas foram parciais, entretanto, suficientes para demonstrarem para a diretoria do SindTran que as próximas assembléias da categoria tem que ser convocadas e realizadas com a maioria da categoria presente debatendo, opinando sobre os dissídios, já que não podemos deixar cair no esquecimento que o movimento grevista foi deflagrado por ampla maioria dos condutores, descontentes com os termos do acordo firmado pelo SindTran. Conseguiram a estabilidade no emprego por seis meses, reajuste no vale alimentação e na distribuição de lucros das empresas em uma melhoria visível ante aquilo que havia sido acordado anteriormente. Destaque positivo para a atuação do senhor Luis Henrique Rafael, do Ministério Publico do Trabalho que conduziu em audiência realizada ontem as partes para definição do acordo celebrado. Segundo ele, o avanço conseguido pela categoria foi inédito e uma conquista significativa para um grupo que deflagrou a greve à revelia do sindicato da categoria. È algo que não vi acontecer pelo menos nestes últimos dez anos.

De fato, do movimento grevista sai fortalecido o grupo de oposição liderado por Walter Dutra Pereira e consequentemente enfraquecida, a diretoria do SindTran pois a pratica demonstrou que agiam sem ouvir os clamores da categoria. De outro lado, a terceira manifestação popular realizada na tarde/noite de ontem, reuniu 400 pessoas que optaram por interditar a rodovia Marechal Rondon, na altura do antigo Posto Sem Limites e que, de saldo positivo conseguiram agendar uma reunião com o prefeito Rodrigo Agostinho com a finalidade de discutirem o passe livre ou em ultima hipótese, a redução das tarifas. Volta Bauru a sua normalidade, sem a greve dos condutores e grandes manifestações, deixando como saldo positivo a esperança de um amanhã melhor, com os representantes do povo ouvindo os clamores das ruas.