10 de jul. de 2013

MÉDICO RECÉM FORMADO VAI TRABALHAR NO SUS


Dentro da polemica causada polemica pela possibilidade de vinda de médicos estrangeiros para trabalharem nas regiões onde inexistem profissionais desta área, surge uma novidade, com a edição de medida provisória publicada no dia de ontem, que dentre outras coisas estabelece que o estudante de medicina somente receberá o diploma de conclusão do curso, após trabalhar dois anos no SUS, sendo que esta nova regra valerá para aqueles que ingressarem na faculdade a partir de 2015. Desta forma, pela medida provisória e as mudanças nela estabelecidas, os cursos de medicina passarão a ter dois ciclos de formação, sendo que ao final do primeiro, os atuais seis anos, o estudante receberá um certificado, podendo requerer seu registro provisório registro este que o habilitará apenas a trabalhar na rede básica do SUS, vinculado a instituição de ensino onde estudou. Nestes dois anos, o estudante não pagaria mensalidade escolar e receberia uma bolsa com valores variáveis entre três e oito mil reais., instituindo na pratica, um estagio remunerado para os profissionais e com esta medida, o governo muda o foco da discussão sobre a falta de médicos em regiões localizadas na chamada linha da pobreza. A medida provisória para ser transformada em lei, depende de aprovação do congresso nacional e se espera a abertura de discussões com as entidades representativas dos médicos e principalmente, com os usuários do Sistema Único de Saúde e destas discussões, audiências públicas, espera-se o aprimoramento do texto e principalmente, que a médio prazo todas as cidades brasileiras possuam ao menos, um médico para atender sua população. O que se espera é que novas falsas polemicas não sejam criadas e esta grave situação seja solucionadas, afinal, a saúde é um direito de todos brasileiros, não importando onde residam.

9 de jul. de 2013

MÉDICOS CUBANOS


Face as manifestações contrárias das entidades representativas dos médicos, embora não reconheça o fato, o governo federal desistiu de continuar as tratativas com o governo cubano com a finalidade de trazer médicos daquele pais para atendimento em cidades e regiões que não possuem profissionais da área da saúde e a partir de agora, tentara atrair médicos e espanhóis para suprir esta necessidade urgente de considerável parcela do povo brasileiro. Nem o Ministério da Saúde e nem o Itamaraty, que havia anunciado a tratativa em maio e agora anuncia que as negociações estão congeladas, explicam o motivo das mudanças de planos e nada dizem a respeito de agora não conceder tratamento prioridade a Cuba, já que este país preenche os principais requisitos do programa pois possui médicos bem acima dos índices recomendados pela Organização Mundial de Saúde e a língua é próxima do português, recordando que ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota, em maio, ao anunciar as tratativas, declarou que "Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico" e o Ministério da Saúde informa que mudou a estratégia e vai buscar atrair médicos como pessoa física, priorizando Espanha e Portugal, descartando a oferta de seis mil profissionais feita pelo governo cubano, nos moldes que a ilha faz atualmente com a Venezuela, onde atuam médicos cubanos. O “xis” da questão parece ser outro, e a grande verdade é que a vinda de médicos da ilha comunista não foi digerida por amplos setores conservadores da sociedade que desconhecem ou fingem desconhecer o trabalho desenvolvido pelos cubanos no Haiti e em países africanos, erradicando epidemias e melhorando a condição de saúde do povo, embora em contra partida, os programas sejam criticados por organizações de direitos humanos e considerados escravagistas, pois estes profissionais são contratados juntos ao governo cubano que é o responsável pelo pagamento dos profissionais e é acusado pelos conservadores de reter boa parte do salário e impor regras restritivas a liberdade destes médicos. Uma única coisa é certa, considerável parcela do povo brasileiro é carente de atendimento médico e queiram ou não os conservadores, seja com médicos cubanos ou espanhóis, este povo precisa de atendimento médico.