29 de jul. de 2014

AS CASSANDRAS DO INCONFORMISMO

As velhas e carcomidas “cassandras do inconformismo”, verdadeiros alpinistas políticos que buscam de forma incessante o poder com a intenção de conseguirem benesses pessoais, estão em verdadeira polvorosa. Apresentam-se como verdadeiros cavaleiros do apocalipse, apregoando e desejando o pior em todos os campos para o nosso Brasil. No futebol, parece que Neymar além de jogar um futebol moleque e irreverente, ainda tem o poder paranormal da telepatia, afinal, bastou o vampiro José Serra postar que Camarões estava jogando bem, driblando com facilidade nossos defensores, para Neymar marcar o nosso primeiro gol, começando a jogar por terra o sonho do tucano de uma derrota brasileira contra os africanos. O derrotado foi o incansável Neymar, vitima de uma grotesca falta por parte do colombiano e está fora da Copa, renovando as esperanças das cassandras de nossa seleção não chegar a final da COPA. Ora, podemos até não chegar e isto não tirará o brilho de um evento esportivo fora-de-série, sediado por nosso Brasil. Cansaram de afirmar que a COPA 2014 seria um fracasso e na pratica estamos assistindo um espetáculo grandioso, com os estrangeiros aplaudindo a receptividade do povo brasileiro. Claro que agora afirmam que não iremos ganhar o campeonato mundial e que, gastamos fortunas com a construção de arenas, deixando em segundo plano a saúde e a educação. Ora, quanta hipocrisia nestes discursos ocos da decadente social democracia brasileira. Criticaram e espernearam contra a implantação do programa MAIS MÉDICOS, especialmente com a vinda de médicos cubanos. Em nossa Bauru, um vereador, pretensamente socialista chegou a afirmar de forma torpe e desonesta na tribuna da Câmara Municipal que em Cuba não existem Faculdades de Medicina e que os cursos tem a duração de três anos, não capacitando adequadamente os profissionais, esquecendo-se de dizer que os cubanos efetivamente “amam a vida” e não se transformam em mercenários da saúde, como no caso deste edil. Os médicos estão ai, atendendo os brasileiros em praticamente todo o Brasil em lugares onde os brasileiros se recusavam a ir, o programa está indo bem e o discurso das “cassandras” mudou. Agora, com deslavada cara-de-pau afirmam que querem ver a competência dos cubanos no atendimento de emergência, fazendo de conta que não sabem que os Hermanos são especializados em clínica geral e não em emergências. Aliás, Dilma não foi pioneira na importação de médicos, já que no nefasto governo de FHC – o príncipe das privatizações -, o então ministro da Saúde José Serra trouxe médicos cubanos para trabalharem em Tocantins e ninguém estrilou. Coisas de Brasil.

Agora, derrotados em suas teses negativistas em relação a COPA, resolvem começar a gorar as Olimpíadas de 2016,que serão sediadas pelo Rio de Janeiro, como se o aprendizado com a COPA não fosse suficiente para desanimá-los. Parodiam de forma descarada o programa “ TOPA TUDO POR DINHEIRO” do Silvio Santos e querem colocar no ar o “TOPA TUDO PELO PODER” e neste topa tudo, perdem as noções de ética e moral, inventando e propagando boatos inadmissíveis para qualquer ser humano, além de demonstrarem hesitação mental acima da média. Em um primeiro momento, Aécio Never comemorou a baixaria que a elite paulistana cometeu com nossa presidenta, para logo depois, ante a reação negativa da opinião pública, voltar atrás. FHC que achava que era o pai do filho de sua amante, sem o ser, vem pregar moral e bons costumes, aliás, nunca é demais lembrar que FHC em entrevista para a revista “Playboy” nos anos 80, assumiu que experimentara maconha e defendia sua liberação e hoje, o ungido a seu príncipe no reino dos tucanos, adentra com ação judicial contra o Google, para que este retire do ar, as páginas que o relacionam a consumo de drogas. Ante tanta incoerência e falso moralismo, o povo mineiro que conhece bem o príncipe tucano, lançou o movimento Aécio, Never! Claro, que ante a iniciativa do povo mineiro, conhecedor profundo das estripulias do príncipe, sou solidário com eles. Os tucanos cansaram de acusar a presidenta Dilma Rousseff de guerrilheira e terrorista, mesmo sabendo que esta não participou de nenhuma ação armada contra a ditadura militar. Realmente, Dilma participou do Comando de Libertação Nacional – COLINA – e da Vanguarda Armada Revolucionária – VAR-PALMARES -, entretanto, defendia a organização popular e atuava no setor de inteligência das organizações, ajudando nos levantamentos e na formatação teórica. A prova cabal desta afirmativa é que embora presa e torturada, Dilma foi condenada pela Justiça Militar a três anos de prisão e claro, se tivesse participado de ações armadas a pena seria muito maior. Os militantes de esquerda, armada ou não, eram processados e julgados com base na Lei de Segurança Nacional e pelas auditorias militares, pois os ditadores não confiavam na justiça comum, muito embora a maioria dos membros desta fossem servis ao governo. Depois de tanto acusarem Dilma, os tucanos acabam de escolher para vice de Aécio Never, o senador paulista Aloysio Nunes Ferreira. Aloysio foi militante da Ação Libertadora Nacional – ALN -, organização armada fundada pelo ex-deputado baiano Carlos Marighela, participou ativamente do assalto ao trem pagador da Santos-Jundiaí e depois alegando estar sendo monitorado, buscou o exílio em Paris, onde se intitulava como embaixador da luta armada brasileira. Se FHC no exercício do mandato da Presidência, falou para esquecerem o que tinha escrito no passado, o vice de Aécio Never quer que o povo brasileiro esqueça o passado.

Coisa de tucano.

Aqui em Bauru mesmo, o tucanato também tenta apagar a história, ao recusarem-se a recordar que Antonio Izzo Filho foi eleito pelo PSDB, nas eleições de 1988 e que Pedro Tobias, enquanto vereador, era da base de apoio de Izzo.

Ora, os tucanos, tal qual os colombianos alegam jogar limpo, entretanto, na primeira oportunidade não hesitam em jogadas violentas com a finalidade de tirar o adversário da disputa.

Dilma e Neymar que o digam.



6 de jun. de 2014

A COMISSÃO DE JUSTIÇA E DA VERDADE.

Muitas criticas tem sido realizadas,  por setores retrógrados da sociedade brasileira,  em relação a implantação da Comissão Nacional de Justiça e Verdade que tem buscado resgatar a verdadeira história daquilo que efetivamente ocorreu durante a longa vigência da Ditadura Militar – 1964/1985 -. Temos que conhecer nosso passado, nossa historiografia oficial reescrita, afinal, o povo que não conhece o seu passado, não sabe e não tem direito a um futuro digno. Documentos tem sido localizados, depoimentos colhidos e poucos daqueles que pertenciam aos aparelhos repressivos da época, tem a coragem e principalmente a dignidade de contarem o que sabem. Algumas carpideiras da ditadura ou órfãos do arbítrio teimam em dizer que este passado tem que ser esquecido e que principalmente a Lei de Anistia de 1979, anistiou tanto os torturados como os torturadores foram anistiados e desta forma, inócua seria a tentativa de se punir os torturadores e mesmo seus mandantes. Esquecem-se estes defensores da impunidade que o crime de tortura é considerado como “lesa humanidade” e o de ocultação de cadáver é imprescritível, sendo ambos passiveis de julgamentos e condenação, caso existam provas suficientes para tal. Outro argumento que pode ser considerado tacanho e desonesto além de falseador da verdade é a defesa que fazem estas “cassandras do inconformismo” de levar para o banco de réus, os militantes de esquerda da época, esquecendo-se que estes foram julgados por tribunais militares e condenados, muitas vezes sem defesa. É conhecido o caso de Cabo Mariane que na auditoria declarou que não reconhecia seu depoimento prestado na polícia, em virtude de  tê-lo feito sob tortura. O juiz da auditoria militar de São Paulo, interrompeu o julgamento e a escolta conduziu o réu para uma sala daquela instituição de “justiça”. Posteriormente, no mesmo dia, Mariane reconheceu o seu depoimento na polícia. O detalhe é que estava desta vez com a mão quebrada em decorrência das novas torturas praticadas nas dependências da auditoria. Claro que os torturadores terão um julgamento diferente, já que estamos em um regime democrático, deverão serem julgados em júri popular, com direito a defesa e cobertura da mídia, ao contrario dos torturados que eram julgados sem defesa, sem divulgação pois a censura imperava e com a grande vantagem de estarem sendo julgados em um regime democrático. Precisamos parar de dar ouvido as “chorumelas” e partir para a ação, e quem souber de um amigo, parente ou mesmo vizinho que tenha sofrido perseguições durante o regime militar, deve incentivá-lo a procurar a Comissão da Verdade mais próxima e prestar seu depoimento. Se você conhece alguém que trabalhou nos órgãos de repressão – DOPS, DOI-CODI, CENIMAR -, provoque-o para contar o que sabe aos órgãos competentes, mesmo que seja de forma anônima e com os direitos a imagem preservada. Este é o momento de passarmos o Brasil a limpo, reescrevermos nossa história e sobretudo, saber com detalhes o que aconteceu com estas duas centenas de brasileiros, desaparecidos até hoje. Quem sabe de algo  errado neste período deve falar, para o bem do Brasil, lembrando-se do poeta quando diz: “quem cala, consente!”. Evidente e cristalino é o interesse daqueles que jogam contra a verdade, querem permanecer impunes para todo o sempre e a grande verdade, é que neste momento nem interessa a prisão destes vermes chamados de humanos e sim, a execração pública para que no hoje ou no amanhã, ninguém mais ouse torturar ninguém que seja acusado de “crime de opinião”. Não podemos deixar impunes, tanto criminalmente como perante a opinião pública aqueles que destilavam suas taras no corpo de um ser humano que ousava dizer não a Ditadura. Público e notório está que o povo reabilitou moralmente e popularmente aqueles destemidos brasileiros que saiam para as ruas e confrontavam de forma corajosa contra o aparato repressivo, mesmo sendo em número menor e a prova cabal desta reabilitação foi a eleição de Dilma Rousseff para a Presidência da Republica. Acusada de terrorista, assaltante de banco sem nunca ter praticado ações armadas, Dilma cumpriu três anos de cadeia durante a ditadura, acusada de participar de organização contrária aos ditadores. Dilma foi da POLOP – Politica Operária – e posteriormente da VAR-PALMARES, e sempre defendeu a organização popular coo método eficaz para a derrubada dos golpistas. Presa, torturada, julgada e condenada, Dilma estudou depois da saída da prisão e hoje, queiram ou não seus algozes, firmou-se como importante liderança politica. Indiscutivelmente, Dilma é o exemplo maior da dignidade de sobrevivência daqueles que ousaram lutar contra a tirania, pagando com intermináveis sessões de tortura e confinamento atrás das grades a sua ousadia. Necessário se faz, desta forma, uma ampla investigação por parte da Comissão da Verdade para que efetivamente nossa história seja reescrita e a verdade contada nas salas de aula, lembrando sempre que enquanto o leão não arrumar um bom historiador, sua história será sempre falseada e o caçador, o eterno vencedor.