25 de mar. de 2013

AÉCIO, SERRA E A PRESIDENCIA

Enquete realizada pela Folha de São Paulo nos últimos dias constatou que dos 35 deputados tucanos paulistas, somente oito apóiam o senador Aécio Neves para ser o candidato a Presidente da República pela legenda no próximo ano. Tentando minar a resistência dos tucanos paulistas, hoje o presidenciável realizará palestra na sede do PSDB paulista, em seminário organizado pelo Deputado Estadual Pedro Tobias. Aécio tem como seu principal interlocutor no Estado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e já se reuniu com este nos últimos dias, buscando formulas para aparar as resistências do tucanato paulista ao seu nome e demonstrando a preocupação com esta questão, está desde sexta-feira em São Paulo, reunindo-se com as lideranças tucanas e para auxiliá-lo trouxe uma verdadeira força tarefa mineira na tentativa de se colocar água na fervura. A FHC, caberá no evento de hoje, que marcará o lançamento de Aécio como candidato a presidente, em solo paulista, realizar um apelo pela unidade tucana, buscando inclusive afagar José Serra, ausência certa no evento, pedindo consideração ao ex-governador paulista e mesmo assim, a pacificação está longe de ocorrer. O governador Geraldo Alckmin que já admite Aécio como presidente nacional tucano, voltou a defender que a escolha do candidato para as eleições de 2014, somente ocorram no final do ano. A grande verdade é que a movimentação de Serra buscando viabilizar sua candidatura, incomoda os caciques tucanos, que preferem cozinhar o galo, deixando a definição do candidato a presidente para depois da data em que os possíveis preteridos possam sair da legenda. È publico e notório que Serra tem procurado alternativas para mudar de partido e viabilizar sua terceira candidatura presidencial e não pode ser descartada, o lançamento de uma chapa pura tucana, unindo Minas e São Paulo, com Aécio e Serra formando uma dobrada. Pesa contra Serra, o seu alto índice de rejeição, mas na política tudo é possível.




23 de mar. de 2013

Memória, Feliciano e Márcio Toledo


Hoje é o dia destinado a Memória e a Verdade, que visa conscientizar a população da necessidade de se reescrever a história dos países governados por ditadores que sem nenhum pudor eliminavam fisicamente seus opositores, desapareciam com seus restos mortais e com as documentações referentes as suas passagens pelas masmorras onde as torturas seguiam métodos, muitas vezes medievais. Hoje o nosso pais avança na busca de documentos dos períodos referentes ao Estado Novo de Getúlio Vargas e da Ditadura Militar iniciada em 1º de Abril de 1964. Igualmente, são registrados a luta contra diversos preconceitos como o sexual e o racial, que vem sendo vencidos paulatinamente.Justamente neste clima de restabelecimento da verdade histórica e de ruptura com preceitos antigos que o Deputado Federal e pastor Marcos Feliciano ( PSC) é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Camara Federal. Entidades de todo o país protestam diuturnamente contra o fato ocorrido, considerando que Feliciano sempre foi contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo, postou em redes sociais que a África é um continente amaldiçoado por ter população predominantemente negra. Preconceituoso ao extremo, acabou eleito indevidamente para uma comissão Hoje que tem justamente como mote principal o fim dos preconceitos e a defesa das chamadas minorias. Lideranças evangélicas, com mandato ou não, tem tentado convencer o parlamentar a renunciar ao posto. Feliciano tem sido convidado para entrevistas e nega sistematicamente, com receio de ser questionado sobre homofobia e racismo. Falando em Direitos Humanos, hoje completam-se 42 anos do assassinato de Márcio Leite de Toledo, o comandante Carlos da Ação Libertadora Nacional, em crime assumido pelos próprios companheiros de organização. Já na época, Márcio defendia um mundo fraterno e sem preconceitos. Sua luta e sua vida, terão sido em vão?