11 de abr. de 2013

E A NOVELA DA COHAB?

E a divida milionária da COHAB continua rendendo controvérsias a cada dia que passa. Ontem foi realizada uma teleconferência com o presidente  do Conselho curador do FGTS, Sérgio Gomes com a presença de vereadores, representantes da Cohab e da prefeitura, sem contar entretanto com a presença do Prefeito Rodrigo Agostinho que viajou para São Paulo, recebendo nos bastidores  criticas dos vereadores pela ausência. O pior veio a acontecer à noite quando o prefeito declarou a reportagem do Jornal da Cidade que no  momento a municipalidade não tem condições de assumir a dívida de R$ 301 milhões de reais já em fase de execução, defendendo que somente poderá parcelar a divida, desde que as parcelas mensais estejam dentro daquilo que a falda COHAB poderá pagar, justificando a queda de arrecadação do município que já teria inclusive ocasionado a suspensão de obras e suspensão temporária de editais de licitação , dentre eles, o de um novo pacote de asfaltamento.  Se a questão da COHAB fosse algo novo, até que o posicionamento do prefeito faria sentido, todavia como é de conhecimento publico este assunto vem tendo sua solução  protelada por esta e outras administrações, e se o prefeito estivesse na videoconferência teria ouvido o senhor Sergio Gomes afirmar que o Conselho Curador do FGTS precisa de uma proposta concreta para a negociação da totalidade de contratos vencidos até o dia 30 de Abril, pois esta ser a data em que se encerra o prazo concedido a COHAB para a suspensão de execução judicial da divida e a não negociação ensejaria a penhora de bens do órgão, da prefeitura e na inclusão do município novamente o Cadastro de Inadimplentes – CADIN -. A declaração do prefeito e caso se mantenha firme em sua decisão, renderá novos capítulos para esta novela, pois joga uma pá de cal em todas as propostas até agora apresentadas e os valores que podem ser suportados pela companhia são ínfimos perante a divida.
Outra grande dúvida paira no ar. Se os salários não forem aumentados e o quadro de funcionários não continuar a ser inflado, a companhia gastará nos próximos 15 anos, 72 milhões de reais com  sua folha de pagamento, sem encargos sociais. , ou seja, quase 25% da divida a ser negociada. Passou da hora da companhia receber um tratamento de choque, adequando-se a sua triste realidade.

10 de abr. de 2013

CAIU O BARRACO DA DEMOP e AGORA?

O Ministério público desencadeou nesta terça feira uma megaoperação em 12 estados brasileiros com a finalidade de desarticular diversos esquemas  suspeitos de desviar  recursos públicos com fraudes em licitações, figurando entre os suspeitos, ex-prefeitos e empresários. De acordo com as investigações as verbas públicas desviadas por esta verdadeira quadrilha do colarinho público, ultrapassam 1 bilhão de reais, englobando gastos com pagamento de propinas, superfaturamento de produtos e serviços , utilização de empresas fantasmas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários. 86 mandados de prisão, 311 de busca e apreensão e 65 bloqueios de bens foram expedidos, segundo o Ministério Público de São Paulo. A DEMOP é a empresa acusada de usar "parcerias" para fraudar licitações em obras de recapeamento e pavimentação em 80 prefeituras do interior paulista. Muito embora Bauru não esteja entre as cidades relacionadas na megaoperação, a notícia caiu como uma bomba no meio político da cidade em virtude da DEMOP ser a empresa contratada para implantar  30 quilômetros de galerias de agua pluviais em nossa cidade e deste total, 14% do serviço ainda não foi executado, ocasionando preocupação ao prefeito Rodrigo Agostinho que teme que a prisão de quatro diretores da empresa, esta abandone os trabalhos que permaneceriam incompletos. Divulgou ainda estar tranquilo em relação ao contrato firmado pelo fato do mesmo já ter sido aprovado pelo Tribunal de Contas do estado. Mesmo com a aparente e propagada despreocupação convocou o Secretario de Negócios Jurídico, da Administração e da Divisão de Licitações da Prefeitura quando tomou conhecimento que oito grandes empresas participaram da licitação em Bauru e a DEMOP foi a que apresentou melhor preço e condições para  execução deste trabalho. Oremos para que efetivamente Bauru seja uma ilha com vida saudável dentro deste mar de corrupção implantado pela DEMOP no interior paulista.