15 de abr. de 2013

VITÓRIA DO CHAVISMO!

A vitória de Nicolas Maduro nas eleições presidenciais da Venezuela marcam a primeira vitória do chavismo, sem a figura de Hugo Chaves. A diferença entre Maduro e o candidato da oposição Henrique Caprilles foi de apenas 1.6%, fazendo com que os opositores anunciarem que não aceitam a proclamação dos resultados, exigindo recontagem das urnas. Segundo observadores mundiais que estiveram acompanhando o pleito no dia de ontem, o esperneio não passa de firula dos lideres contrários ao chavismo e seu herdeiro político. O resultado mostra que a Venezuela está dividida entre o chavismo e o anti-chavismo, com leve vantagem para os partidários do presidente recentemente falecido. Em discurso realizado logo depois da proclamação dos resultados, Nicolas Maduro afirmou que confia no sistema eleitoral e que a oposição deve aceitar os resultados, sem arrogância. Disse ainda que concorda com a recontagem dos votos, para que não pairem duvidas sobre a veracidade do resultado. Concluiu afirmando que junto com o povo venezuelano vai buscar construir um governo forte com a finalidade de se construir uma nova, ampla e poderosa maioria da revolução bolivariana. O resultado das urnas mostrou um cenário bem diferente daqueles apresentados pelos institutos de pesquisa que apontavam a vitória de Maduro por uma diferença de oito pontos percentuais. O que todos aguardam é que os resultados sejam aceitos  a  paz continue a reinar na país vizinho.Indiscutivelmente, o Chavismo, seu criador e seguidores são polêmicos despertando tanto paixão como ódio, entre seus seguidores e adversários. Uma única coisa é certa, a vontade da maioria, tanto quando manifestada de forma dilatada como em margem apertada, deve ser respeitada. A Venezuela é um pais de gritante contraste social e deve buscar o seu caminho rumo a justiça social. Hoje, escolheu pela continuidade de Nicolas Maduro e amanhã, poderá escolher seu opositor, se a escolha não traduzir na pratica os anseios do povo. Democracia é isso e alternância no poder, uma de suas qualidades.

14 de abr. de 2013

FOLHA DE SÃO PAULO É CONDENADA!


O texto abaixo é de dois ou tres anos atrás. Publicamos novamente pelo fato de um articulista da REDE BOM DIA, voltar a insistir na propagação equivocada deste fato.

A ex-banida política, Dulce Maia, trocada durante o período da ditadura militar, com o embaixador alemão, juntamente com o bauruense Darcy Rodrigues, resolveu processar a Folha de São Paulo, a mesma da ditabranda. O motivo era a insistência do jornal e de seu colunista Elio Gaspari em imputar a ela, participação na ação revolucionária contra o consulado dos Estados Unidos, no final dos anos 60. Dulce, irmã do inesquecível Carlito Maia, era militante da Vanguarda Popular Revolucionária – VPR – e a citada ação foi realizada pela Ação Libertadora Nacional – ALN-. A Folha foi condenada a indenizar a guerreira Dulce Maia, por danos morais. Eis alguns trechos da sentença do juiz Fausto Martins Seabra, da 21ª Vara Central da Capital:
"No caso em foco não se pode esquecer que a notícia inexata foi produzida por jornalista bastante respeitado por substancial obra em quatro volumes sobre a história recente do país, o que lhe impunha maior responsabilidade na divulgação de informações sobre aquele período.
"Impossível supor que todos os leitores da notícia inexata tenham também lido as erratas e os pedidos de desculpas do articulista.
"Ter o nome associado à prática de um crime do qual não participou é suficiente para sofrer sensações negativas de reprovação social, angústia, aflição e tantas outras que consubstanciam danos morais relevantes sob o aspecto jurídico e, portanto, indenizáveis. A ré sustenta que exerceu o direito de crítica (...).De fato, assim agiu ao tecer considerações e até mesmo juízos de valor sobre a discrepância entre as diversas indenizações pagas às vítimas do regime militar.
"Sucede, contudo, que a partir do momento em que afirmou a participação da autora no episódio relatado nos autos, não só extrapolou o direito de crítica, como olvidou o compromisso legal e ético com a verdade. Pouco importa que a autora tenha de fato pertencido a grupo ao qual foram atribuídas ações violentas nas décadas de 60 e 70. A notícia de que participou do atentado ao consulado norte-americano não era verdadeira e, assim, não pode prevalecer diante do direito à honra."
Abriu-se um precedente, e entendemos que todos aqueles que insistem em falsear com a verdade, deveriam ter a mesma punição. Quando Carlos Lamarca, Darcy Rodrigues, José Mariane e Carlos Roberto Zaniratto retiraram-se do Quartel do IV RI de Quitaúna, levando consigo armas e munição, o fizeram à luz do dia e de forma pacifica. Entretanto, alguns filhotes da ditadura insistem em propagar que neste dia, 24 de janeiro de 1969, mataram soldados que estavam dormindo. Não creio em desconhecimento da história e sim, fixação na tarefa de denegrir a imagem de quem ousou lutar pela liberdade.
Darcy e familiares de Lamarca, Zaniratto e Mariane deveriam seguir o mesmo caminho de Dulce e requerer judicialmente a reparação moral a que tem direito, em decorrência da propagação de notícias falsas.