30 de abr. de 2013

DIA DO FERROVIÁRIO.

Hoje é o Dia do Ferroviário, categoria responsável pelo crescimento econômico de nossa cidade, principalmente até a década de 90, quando os trens de passageiros foram sendo desativados e as ferrovias privatizadas, sucateadas e relegadas a um segundo plano na área de transportes de passageiros e mesmo de cargas. Os mais antigos com certeza se recordam do movimento na nossa chamada gare central, dos restaurantes, lanchonetes e hotéis da hoje nostálgica Praça Machado de Mello, bem como do movimento das oficinas da Noroeste do Brasil localizadas em Vila Falcão. Ser ferroviário era o passaporte para ser respeitado pela comunidade bauruense, afinal, a s ferrovias eram a mola mestre de nossa economia. Além da Noroeste, Bauru contava com os trens da Companhia Paulista e em menor escala, da Sorocabana que mantinha um ramal até Botucatu. Pelos trens da Noroeste os passageiros locomoviam-se para o estado de Mato Grosso e para muitos ainda é vivo na memória a exuberância do pantanal mato-grossense, admirado pelas janelas dos vagões do saudoso trem.

Hoje, o transporte ferroviário e a pujança das ferrovias, fazem parte de um passado, a cada dia mais distante, transformando o dia de hoje em nostálgico para os bravos ferroviários sobreviventes que lembram-se com carinho dos tempos em que tanto a ferrovia como os ferroviários eram o assunto do dia em nossa cidade. Na estação central eram comum a chegada e partida de autoridades, politicos e delegações esportivas.  Para o dia de hoje, ser melhor comemorado, bem que o prefeito Rodrigo Agostinho poderia anunciar as reformas e ocupação da Estação Ferroviária, adquirida em seu mandato e até hoje, sem ter uma destinação definida, não podendo entrar para a história como o “elefante branco de Rodrigo”.

Parabéns aos ferroviários e aqueles abnegados que mantém viva a ferrovia no coração dos bauruenses.

29 de abr. de 2013

PADRE BETO MOSTRA CORAGEM. O FALSO SOCIALISTA PODERIA FAZER O MESMO!

Se estivéssemos há quatro séculos atrás, com toda a certeza uma grande fogueira estaria sendo preparada para recepcionar Padre Beto e suas opiniões divergentes com a Igreja Católica. Ao conceder entrevista externando opiniões favoráveis ao divórcio, a bissexualidade foi criticado informalmente pelo bispo diocesano D. Caetano Ferrari que exigiu que o mesmo se retratasse publicamente, atentando-se aos dogmas e orientações da Igreja. Alegando não ver a necessidade de pedir perdão, Beto anunciou seu afastamento do sacerdócio, a partir desta segunda feira. Neste afastamento perde a diocese de Bauru e consequentemente a Igreja como um todo, pois indubitavelmente Beto arregimentava em torno de si, um grande numero de fieis. E poderia Beto ter ido mais além, em suas divergências e afirmar ser contra a não prevenção da gravidez e a favor de um posicionamento crítico da igreja contra a pedofilia. Outros temas polêmicos em que a Igreja se manifesta contrariamente, como o aborto e a segunda união, poderiam ter sido abordados por Beto.
De qualquer modo, a atitude de Beto foi e é corajosa, não voltando atrás em suas declarações, não se retratando e deixando o sacerdócio, para retomar sua vida civil. Se não concorda com a totalidade dos dogmas da igreja, não faz sentido continuar no exercício do sacerdócio e desta forma corajosa, definiu por sua saída. O exemplo de Beto deveria ser seguido por integrantes de outros movimentos sociais, que teimam em permanecer nas entidades, mesmo não concordando com seus ideários, Em Bauru mesmo, temos o caso de um cidadão que se diz socialista e vota contra uma moção de repudio ao preconceituoso Marcos Feliciano. Desempenha suas atividades de forma contraria ao programa de seu partido, da forma mais natural do mundo, como se fosse o dono absoluto da verdade. Poderia se inspirar no Beto e ter uma atitude máscula, indo para outras paragens.