14 de mai. de 2013

DENGUE

Bauru bate o recorde de casos constatados de dengue na cidade e em apenas neste primeiros meses de 2013, 4399 pessoas já foram infectadas, superando o recorde anterior de 2011. Mesmo com o numero crescente e até assustador, o secretário de saúde do município afirma que não razão para alarde e mais, que não ocorrerão mudanças mas estratégias de prevenção, tratamento e combate, adotadas até o momento e demonstrando confiança que com a parada das chuvas e o inicio do frio, a infestação irá diminuir, pois o Aedes precisa de água e calor para se reproduzir. Se as medidas preventivas adotadas até o momento não estão se mostrando eficazes no controle da doença e precisamos confiar nas alterações climáticas para vermos não o fim das contaminações e sim, uma trégua temporária, não seria o caso de serem estudadas alternativas para um combate eficiente da dengue, considerando que os metidos adotados até o presente momento não tem mostrado eficiência. Em entrevista ao Jornal da Cidade, Monti buscando explicações para a epidemia declarou expressamente que “isso decorre de uma série de fatores, que vão desde a variação no regime de chuvas e temperaturas, além de outras causas que a ciência ainda não domina”.

Impossível, não existirem condições de implantarmos uma eficiente política de prevenção contra a doença que todo ano assusta nossa população e de nada adianta para solução do problema ficarmos buscando desculpas para o aumento da doença. Como não adianta ficarmos buscando dados da infectação de outras cidades, para afirmar que a situação da nossa não é tão grave. Comparar os números entre Bauru e São Jose do Rio Preto e Santos, como faz o secretário em nada colabora para a resolução da questão. Bauru hoje é um centro de disseminação da doença e a isto que temos que nos ater, em busca de solução. A estratégia de combate ao aedes tem que ser alterada e soluções tem que ser buscadas. Desculpas renovadas anualmente não têm o condão mágico de resolver a questão.

13 de mai. de 2013

TERRA

Há anos que a cidade em virtude de seu crescimento, tem  apresentado dificuldades em  conseguir terra para aterros e mesmo, conserto das ruas não asfaltadas em épocas de chuva, e agora, segundo a Secretaria de Obras do município a situação ficou insustentável com a prefeitura estando estudando a possibilidade de retirar terras em municípios vizinhos com a finalidade de suprir suas necessidades, afinal , somente para aterramento do viaduto sobre os trilhos ferroviários são necessários cinco mil caminhões de terra e que das 3500 ruas não pavimentadas da cidade, ao menos 1500 necessitam de reparos após as chuvas e reparos emergenciais que consomem terra e sanam de forma temporária o problema, pois as novas chuvas voltam a provocar as erosões. Hoje, não existem mais áreas publicas em nossa cidade onde possa ser retirada  terra e os particulares, cientes da valorização do produto que hoje custa R$ 20,00 o metro cúbico, preferem trocar a terra excedente em seus imóveis do que doá-la a municipalidade que por sua vez e impedida legalmente de comprar terra para corrigir as distorções do solo. Ora, tal situação leva-nos a refletir sobre a conveniência da adesão urgente ao PAC que destinaria verbas para o asfaltamento total da periferia de nossa cidade e que uma vez implantado mataria dois coelhos com uma única cajadada, afinal as ruas asfaltadas, deixariam de sofrer com os problemas de erosões e consequentemente, deixariam de consumir terra para seus periódicos e contínuos consertos, conhecidos popularmente como gambiarras graças a sua pouca eficácia e durabilidade.E sem um plano para resolver a questão da falta da terra, a Secretaria de Obras prepara uma licitação para comprar terra proveniente de demolições realizadas na cidade, que poderá resolver temporariamente a questão, fazendo com que voltemos a insistir no tópico anterior. Sem paixões políticas,  torna-se necessário o asfaltamento das ruas de nossa periferia e a única solução é o PAC já aprovado. Muito melhor pagar financiamento pelo asfaltamento que sanaria definitivamente o problema das erosões do que pagar a monstruosa divida da  COHAB, sem nenhum beneficio em contra partida.