O brasileiro tem que trabalhar mais para poder andar de ônibus urbano, enquanto que quatro minutos de trabalho dos chineses é o suficiente para o pagamento de uma passagem, no Brasil são necessários de 12 a 14 minutos, conforme a cidade para poder fazer o mesmo, colocando nosso pais no topo do ranking como o que cobra mais caro pelo transporte urbano. A pesquisa realizada por especialistas também mostra a baixa qualidade do transporte urbano em nosso pais, demonstrando que as manifestações dos últimos dias, principalmente no RJ e Sp., talvez não tenham sido motivadas simplesmente pelo aumento de R$ 0,20 nas passagens e sim, pela péssima qualidade do serviço oferecido. Existem especialistas por todo o mundo e dentre estes podemos destacar o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñaloza que afirmam que a cidade avançada não é aquela em que os pobres andam de carro e sim, aquelas em que os ricos usam o transporte público e o que ocorre em nosso pais é justamente o oposto. A boa qualidade do transporte urbano é necessário para inclusive melhorar o rendimento do cidadão em seu local de trabalho e nos grandes centros brasileiros, o cidadão anda duas, três horas pelos meios de transporte para poder chegar inicio de sua jornada, saindo de madrugada de sua residência e retornando altas horas da noite, não lhe sobrando tempo para um descanso adequado e principalmente, diminuindo de forma sensível o seu convívio familiar e estes fatores, extrapolaram agora, nas manifestações de rua. Aliás, as manifestações prometem continuar, e nos tribunais, com a direção do PSOL anunciando que irá interpelar judicialmente todos aqueles que acusam o partido de estar a frente das manifestações de rua, principalmente em pretensos atos depredatórios e colocou seu departamento jurídico para acionar aqueles que considera detratores da legenda, inclusive aos que postam as acusações nas redes sociais. Uma coisa é certa em toda esta polemica, o transporte urbano no Brasil precisa ser repensado urgentemente.
17 de jun. de 2013
16 de jun. de 2013
TRANSPORTE
Nada menos que 235 pessoas foram detidas na cidade de São Paulo no dia de ontem , no quarto dia das manifestações contra o aumento das tarifas do transporte urbano da Capital e segundo informações 231 fora ouvidas e liberadas durante a madrugada e os quatro restantes permanecem presos acusados de formação de quadrilha, sem direito a pagamento de fiança. O prefeito Fernando Haddad afirmou na noite de ontem que as manifestações de ontem foram marcadas pela violência policial. Durante o protesto de ontem, diversas pessoas ficaram feridas, inclusive sete jornalistas da Folha de São Paulo. O fotografo freelancer Victor Dragonetti, autor da imagem que mostra o policial Wanderlei Vignoli ferido na cabeça e apontando a arma para um grupo de manifestantes, declarou que fez a foto como medida de proteção, já que o policial estava apontando a arma em sua direção. A grande realidade é que a violência está imperando nas manifestações contra os aumentos de tarifas de transporte coletivo.Tanto a violência por parte dos manifestantes como a policial, são atos reprovados pela comunidade com um todo e mesmo sabendo que contra toda e qualquer ação, sempre existirá uma reação, não se torna admissível que a policia necessite de tanta violência para conter as manifestações, fazendo-nos recordar de repressões históricas contra manifestações populares, especialmente durante o regime ditatorial. De outro lado, em Bauru a oposição sindical do Sindicato dos Condutores lavrou um tento a seu favor, com o Ministério Público do Trabalho, reconhecendo que ocorreram falhas nas Assembléias que definiram pelo acordo com as concessionárias e determinou a realização de novas, em busca da pacificação da categoria. Segundo acordo firmado entre a oposição e o MPT, pelo menos, nos próximos dias está afastada a possibilidade de greve.
Assinar:
Postagens (Atom)