17 de jun. de 2013

O CUSTO DO TRANSPORTE URBANO

O brasileiro tem que trabalhar mais para poder andar de ônibus urbano, enquanto que quatro minutos de trabalho dos chineses é o suficiente para o pagamento de uma passagem, no Brasil são necessários de 12 a 14 minutos, conforme a cidade para poder fazer o mesmo, colocando nosso pais no topo do ranking como o que cobra mais caro pelo transporte urbano. A pesquisa realizada por especialistas também mostra a baixa qualidade do transporte urbano em nosso pais, demonstrando que as manifestações dos últimos dias, principalmente no RJ e Sp., talvez não tenham sido motivadas simplesmente pelo aumento de R$ 0,20 nas passagens e sim, pela péssima qualidade do serviço oferecido. Existem especialistas por todo o mundo e dentre estes podemos destacar o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñaloza que afirmam que a cidade avançada não é aquela em que os pobres andam de carro e sim, aquelas em que os ricos usam o transporte público e o que ocorre em nosso pais é justamente o oposto. A boa qualidade do transporte urbano é necessário para inclusive melhorar o rendimento do cidadão em seu local de trabalho e nos grandes centros brasileiros, o cidadão anda duas, três horas pelos meios de transporte para poder chegar inicio de sua jornada, saindo de madrugada de sua residência e retornando altas horas da noite, não lhe sobrando tempo para um descanso adequado e principalmente, diminuindo de forma sensível o seu convívio familiar e estes fatores, extrapolaram agora, nas manifestações de rua. Aliás, as manifestações prometem continuar, e nos tribunais, com a direção do PSOL anunciando que irá interpelar judicialmente todos aqueles que acusam o partido de estar a frente das manifestações de rua, principalmente em pretensos atos depredatórios e colocou seu departamento jurídico para acionar aqueles que considera detratores da legenda, inclusive aos que postam as acusações nas redes sociais. Uma coisa é certa em toda esta polemica, o transporte urbano no Brasil precisa ser repensado urgentemente.

16 de jun. de 2013

TRANSPORTE

Nada menos que 235 pessoas foram detidas na cidade de São Paulo no dia de ontem , no quarto dia das manifestações contra o aumento das tarifas do transporte urbano da Capital e segundo informações 231 fora ouvidas e liberadas durante a madrugada e os quatro restantes permanecem presos acusados de formação de quadrilha, sem direito a pagamento de fiança. O prefeito Fernando Haddad afirmou na noite de ontem que as manifestações de ontem foram marcadas pela violência policial. Durante o protesto de ontem, diversas pessoas ficaram feridas, inclusive sete jornalistas da Folha de São Paulo. O fotografo freelancer Victor Dragonetti, autor da imagem que mostra o policial Wanderlei Vignoli ferido na cabeça e apontando a arma para um grupo de manifestantes, declarou que fez a foto como medida de proteção, já que o policial estava apontando a arma em sua direção. A grande realidade é que a violência está imperando nas manifestações contra os aumentos de tarifas de transporte coletivo.Tanto a violência por parte dos manifestantes como a policial, são atos reprovados pela comunidade com um todo e mesmo sabendo que contra toda e qualquer ação, sempre existirá uma reação, não se torna admissível que a policia necessite de tanta violência para conter as manifestações, fazendo-nos recordar de repressões históricas contra manifestações populares, especialmente durante o regime ditatorial. De outro lado, em Bauru a oposição sindical do Sindicato dos Condutores lavrou um tento a seu favor, com o Ministério Público do Trabalho, reconhecendo que ocorreram falhas nas Assembléias que definiram pelo acordo com as concessionárias e determinou a realização de novas, em busca da pacificação da categoria. Segundo acordo firmado entre a oposição e o MPT, pelo menos, nos próximos dias está afastada a possibilidade de greve.