18 de jun. de 2013

VENHA PARA A RUA, CHEGA A BAURU.

E as manifestações populares ganham as ruas em todo o país, com o reajuste das tarifas de ônibus urbano sendo a gota d’água da insatisfação popular e na noite de ontem chegou a Bauru. Inicialmente, havia sido marcada uma reunião para começar a organizar p movimento “vem para a rua” em nossa cidade, entretanto, o grande numero de pessoas motivaram os organizadores a realizarem a primeira passeata que contou com a presença de mais de mil manifestantes que percorreram o centro da cidade, dirigindo-se a Camara Municipal onde se realizava a sessão legislativa. Ao cercarem o prédio do legislativo, impedindo a saída dos vereadores, concentraram-se na exigência da instalação da CEI do Transporte Urbano, recentemente apresentada pelo vereador Roque Ferreira e que não conseguiu o numero mínimo de assinaturas para ser apresentada. Ao condicionarem a permissão da saída dos vereadores do recinto ao compromisso de assinarem o pedido de CEI, conseguiram a adesão do vereador Carlão do Gás e os demais vereadores presentes na sessão de ontem, somente conseguiram sair do prédio por volta das 23:00 horas., após uma comissão de manifestantes entrar e conversar com o presidente Sandro Bussola que se comprometeu a reunir os vereadores no dia de hoje, para definir o posicionamento dos vereadores em relação as reivindicações populares.

Claro e evidente está que a questão do transporte é tão-somente o mote para convocação do povo, insatisfeito com a atual situação. Aproveitam por todos os cantos do pais para protestarem contra a impunidade a corruptos, precariedade no sistema de saúde, da construção de estádios suntuosos para abrigarem eventos esportivos e felizmente em nossa cidade, as manifestações foram pacificas, sem violência por parte dos manifestantes e repressão por parte da policia. Para a próxima quinta-feira, está marcada uma nova manifestação popular em nossa cidade e situação pode ser agravada caso se confirme a greve dos condutores que está previamente marcada para a próxima sexta-feira.

Depois de 20 anos, o povo volta as ruas protestando contra atitudes governamentais e ninguém pode prever ainda o seu resultado. Aguardemos.

17 de jun. de 2013

MANIFESTAÇÔES E CASSETETE SOCIAL DEMOCRATA


Acho que vou para São Paulo, participar das manifestações de rua para constatar a diferença entre o cassetete da ditadura e o da social democracia.Para bater do jeito que estão batendo, pode ser que aprimoraram o material de fabricação e o de hoje é mais macio que os das tropas comandadas pelos Coronéis Arnaldo Braga e Erasmo Dias.Ligo para Karina, uma antiga amiga de militância política, nos anos 70 e ela me afirma, ainda chorosa com as pancadas recebidas que nem preciso experimentar, pois o de hoje é mais dolorido. Segundo ela, antigamente sabíamos que iríamos apanhar, pois tínhamos a consciência de que lutávamos contra uma ditadura que não hesitava em matar quem se atrevesse a questioná-la e hoje, as cacetadas, os tiros de balas de borracha, as bombas de gás lacrimogêneo são disparados, atiradas por alguém que se diz social-democrata e que está no poder pelo voto popular, voto este conquistado pela mobilização da sociedade civil organizada. Agora, segundo o governador do estado, a polícia está proibida de disparar balas de borracha que andou ferindo muita gente e nada fala sobre os cassetetes. Cassetetes que batem que são enfiados no meio das pernas de manifestantes já imobilizadas, cassetetes que ferem, machucam. Ainda, setores retrógrados da sociedade buscam culpados, acusando o PSTU e o PSol de organizarem as manifestações, acusação esta sem fundamentos e cretina.O povo sai as ruas sem lideranças, movido pela insatisfação gerada pela suntuosidade dos estádios de futebol, pela péssima qualidade do transporte urbano e pelas falcatruas políticas. O povo está levando vinagre para as ruas com a expectativa de diminuir o efeito de gás lacrimogêneo, e isto de nada adianta, afinal, vinagre somente serve para dar azia e destruir neurônios. Vamos ver onde vai parar!