25 de jun. de 2013

CONTINUA A GREVE

E entramos no quinto dia da greve dos condutores de ônibus  circulares em nossa cidade e caminhamos para termos um movimento histórico em nossa cidade em termos de durabilidade de uma greve do transporte. Com o insucesso da mesa redonda realizada na tarde de ontem no TRT de Campinas, onde as empresas concessionárias não concordaram com as reivindicações dos grevistas, estes realizaram assembléias na noite de ontem e decidiram pela continuidade do movimento, concordando apenas que desde que as empresas disponibilizem veículos, manterão 30% dos ônibus circulando como determina a legislação de greve, entretanto, os motoristas não acumulariam as funções de cobrador, deixando de cobrar as passagens. Nem mesmo a multa diária de cem mil reais intimidou a categoria que decidiu por ampla maioria continuar em greve, aguardando nova mesa-redonda designada para a semana que vem, tornando desta forma, incerta a volta  dos ônibus urbanos em nossa cidade. Ontem, os grevistas  realizaram manifestação defronte a Camara Municipal e para hoje, planejam manifestação defronte ao SindTran, que reúne os profissionais da categoria e cuja diretoria é contraria a greve. O presidente da EMDURB, Nico Mondelli declarou ontem a imprensa, ser inviável a circulação dos veículos  com a catraca livre e que esta posição dos grevistas teria que ser discutida com a  TRANSURB, para que juntos decidam a medida a ser adotada. Motoristas negam-se a exercer às funções de cobrador e as empresas negam-se a colocar cobradores, eis o novo impasse nesta greve que pelo quinto dia atormenta os bauruenses, alterando seu cotidiano e de forma consequente, influindo em todas as atividades do município, ante a dificuldade dos bauruenses em se locomoverem sem o transporte coletivo estar funcionando. De nada adianta, as autoridades ficarem dizendo que a greve é imoral, cabendo a municipalidade como concedente das concessões para as empresas executarem o transporte coletivo, chamar para si a responsabilidade de mediar a questão, chamando para uma reunião os lideres grevistas e os responsáveis pelas empresas em busca de uma solução urgente para a questão., afinal, o bauruense não pode continuar sendo penalizado com a falta de transporte, por divergências irredutíveis entre as partes.

24 de jun. de 2013

ETERNOS ANALFABETOS.

Os analfabetos políticos têm a péssima mania de ficar repetindo tal qual papagaio de pirata que “quem gosta de passado é museu” e caem em contradições, ao rasgarem elogios a sistemas de governos que envergonham qualquer cidadão que tenha o mínimo sentimento de patriotismo. O governo atual não é o reflexo do sonho daqueles que lutaram, com armas na mão ou não, pela redemocratização da pátria, mergulhada no obscurantismo no período de 64/84, entretanto, hoje podemos criticar os governantes, destituí-los caso pilhados em atos irregulares.

E no regime militar?

Criticar governantes era o caminho para o calabouço e para as câmaras de tortura.

Invariavelmente, o opositor era processado com fundamentação na Lei De Segurança Nacional pela pratica de “crime de opinião”.

Triste é a história de um país, onde seu cidadão não possa expressar livremente sua opinião. Em um regime democrático ouvimos a opinião de todo o mundo, certas ou erradas. A imprensa é livre e não precisa publicar receitas de bolos ou mesmo, poemas, em substituição as notícias que não agradaram os detentores do poder.

Dizer que durante os regimes fechados e antidemocráticos não existia corrupção é uma autentica piada de humor negro. Muitos “enricaram” a custa do poder e não foram denunciados publicamente, pois a censura não permitiu.

Coroa Brastel, Cadernetas de Poupança Delphin, Ponte Rio Niterói são pequenos exemplos dos atos ilícitos cometidos no período, que não queremos de volta a nossa Pátria.

Hoje, em qualquer repartição ou escritórios particulares encontramos a placa “ ENTRE SEM BATER”, criação do imortal Aparício Torelly, o Barão de Itararé, que não agüentava mais a polícia política entrando em sua sala e o agredindo. Estes caras qe defendem os milicos, querem a volta destes ásperos tempos.

Ao contrário destes saudosistas do autoritarismo, como não me considero ordinário, não tenho saudades de marcha.