26 de set. de 2013

SOLIDARIEDADE NASCE COM SUSPEITA DE MARACUTAIAS

Mesmo sob suspeição de terem adulterado assinaturas para conseguir o número mínimo de apoios exigidos para a formação de novos partidos, o Solidariedade de Paulinho da Força e o PROS – Partido Republicano da Ordem Social -, montado por um ex-vereador do interior de Goiás e agora, ambos tem que organizar uma verdadeira corrida contra o tempo buscando viabilizar filiações de possíveis candidatos para 2014, ao mesmo tempo em que formalizam suas direções estaduais e municipais. Legalizados, os novos partidos devem trilhar caminhos diversos na política nacional, e enquanto o PROS deve fazer parte da base de apoio do governo federal, o SOLIDARIEDADE deve se perfilar com a oposição e compor a coligação tucana que lançará Aécio Neves a presidência da República. Interessante deixar registrado que o SOLIDARIEDADE foi aprovado pelo plenário do TSE, um dia após o Ministério Público Eleitoral ter requerido a abertura de inquérito com a finalidade de se averiguar  a suspeita de crime eleitoral, sustentando haver indícios de irregularidades na obtenção de assinaturas de apoio, com denúncias oriundas dos municípios de Vargem Paulista e Suzano, de nosso estado, onde os chefes dos cartórios eleitorais constataram a falsificação de suas próprias assinaturas. Mesmo com as denúncias, o partido está legalizado e aguarda a filiação de trinta deputados federais, o que lhe garantiria um bom tempo de TV e uma fatia considerável do fundo partidário. Resta saber se em Bauru, existem movimentações para a instalação dos novos partidos e principalmente, se vereadores, pretensamente descontentes com suas atuais legendas, poderiam mudar-se para os novos, sem o risco de perderem o mandato por infração a lei de fidelidade partidária, já que esta não pune quem tem mandato e adentra a um novo partido.Agora, temos trinta e dois partidos aptos a concorrerem as eleições, sinalizando que a reforma política se torna urgente.

25 de set. de 2013

IPTU ALTO PARA TAPAR BURACOS

Demonstrando que o dialogo entre Executivo e Legislativo bauruense não é dos melhores, com clara e nítida falta de entrosamento, os vereadores ontem demonstraram de forma unânime sua contrariedade, ao comentarem o projeto do prefeito Rodrigo Agostinho, que estabelece alíquotas diferentes para a cobrança do Imposto Territorial e Predial Urbano, com propostas de reajuste acima da inflação, afinal, os imóveis edificados teriam uma majoração de 30% e os terrenos de 100%, índices que podem ser considerados irreais, ante a ordem econômica nacional. O texto encaminhado a Camara Municipal engloba a revisão da planta genérica, segundo a prefeitura, defasada desde 2005. O próprio líder do prefeito na Camara, vereador Renato Purini questiona os índices de correção, afirmando que vão ter que mecher no projeto, nem que para isso tenha que se rediscutir com o executivo a estimativa de receita para 2014, afinal, são reajustes muito grandes e um dos caminhos que pode ser encontrado é o escalonamento deste aumento ao longo dos próximos anos. Conclui, afirmando que a discussão tem que servir de lição para que o município não passe tanto tempo, sem rever sua planta genérica.
Ora, Rodrigo Agostinho governa a cidade desde 2009, tendo encontrado a prefeitura com dinheiro em caixa e diversos esqueletos no armário, decorrentes de prorrogações de dividas e inchaço da maquina administrativa. Com o crescimento da economia e consequente aumento da arrecadação, nadou de braçada nos primeiros anos de sua administração e agora, no quinto ano, com a queda de receitas e esvaziamento dos cofres, lembrou-se da atualização da planta genérica, resolvendo fazê-la de forma abrupta e altamente lesiva aos bolsos dos contribuintes., demonstrando que infelizmente faltou e falta planejamento em sua gestão. O que o bauruense espera é bom senso por parte da administração e se falta dinheiro, que se enxugue a maquina administrativa, a EMDURB, a COHAB, sem esperar por interferência do Ministério Público.