Hoje foi o dia do sorteio da Fase II do Programa Minha Casa Minha Vida, realizado no Estádio Alfredo de Castilho, na Vila Pacifico e aberto a toda a população. 1520 unidades habitacionais das 4300 previstas para esta fase, foram sorteadas na manhã de hoje. Comprovando de forma cabal o déficit habitacional em nossa cidade, 27642 pessoas estão inscritas em busca da sonhada casa própria, em um número 600% superior as unidades a serem construídas. O Projeto Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal tem sido aprimorado e contribuído de forma decisiva para o aquecimento do mercado imobiliário e agora também na área de eletrodomésticos, considerando que os beneficiários do programa, contam com financiamento a juros baixos para poderem mobiliarem suas novas residências. Quem está eufórica com o sorteio realizado nesta manhã é a vice prefeita Estela Almagro, coordenadora local do programa, que explica que 70% das unidades foram reservadas aos inscritos com filhos em idade escolar e ou beneficiários do Bolsa Família; 30% para pessoas solteiras e famílias sem filhos, mantendo-se a cota de 60% das unidades habitacionais para mulheres chefes de família e 27% para os homens, chefes de família, além de 3% para as famílias que possuam membros com deficiência e 10% para as pessoas idosas. O escalonamento no processo seletivo e de sorteio, busca atender de forma uniforme a todas as faixas de pretendentes, dando-se preferência nítida aos mais necessitados. Ninguém pode discordar da importância deste projeto, que visa melhorar as condições de vida do povo brasileiro e em especial, das classes menos favorecidas, buscando diminuir os chamados bolsões de pobreza existentes em nosso país, entretanto, pelo numero de inscritos e número de unidades a serem construídas podemos afirmar sem nenhum medo de errar, que continuaremos a conviver com favelas e outras habitações em que seus ocupantes lutam para sobreviver com o mínimo de dignidade. Espera-se a continuidade e consequente ampliação deste projeto, para que a médio prazo seja zerado o déficit habitacional e todo brasileiro tenha um local para residir com dignidade.
26 de out. de 2013
HB: A NOVELA CONTINUA
E a novela envolvendo a Saúde Pública de Bauru teve mais um capitulo no dia de ontem, com reunião realizada na manhã de ontem na Secretaria de Estado da Saúde, em São Paulo, com o prefeito Rodrigo Agostinho demonstrando interesse em que a Prefeitura assuma parte da gestão do Hospital de Base, sendo que inicialmente a proposta seria administrar o atendimento ambulatorial e as internações clinicas mais simples. Em trinta dias, um plano detalhado deverá ser apresentado a Secretaria Estadual e não existe um prazo para que a idéia seja colocada em pratica, entretanto, é consenso entre aqueles que participaram da reunião que a proposta representa um passo importante para resolver a questão crônica da fila de espera por leitos hospitalares em nossa cidade. Além da mudança de gestão do HB, hoje administrado pela FAMESP, os participantes discutiram a transferência de regulação de vagas para o município, atribuição hoje da Secretaria Estadual e da FAMESP, sendo que esta alteração vem sendo estudada desde algum tempo e igualmente deverá constar do plano a ser apresentado, sendo que a idéia, a longo prazo, é que a Prefeitura possa assumir todo o Hospital de Base além da Maternidade Santa Isabel e o Manoel de Abreu. Rodrigo e o secretário Fernando Monti foram enfáticos ao afirmar que finalmente conseguiram um canal de dialogo eficiente com o governo estadual, por intermédio do secretário David Uip e muitas coisas podem ser definidas por meio destas produtivas conversas e mais, que o Estado teria sido claro que a falta de vagas não ocorre por questões financeiras e sim, por falta de um projeto consistente. Uma coisa é certa, a saúde pública precisa sair urgente do campo das discussões, para que uma nova sistemática seja implantada, acabando-se com as longas filas no aguardo de internações, possibilitando desta forma um atendimento digno ao bauruense que necessite de atendimento médico. Enquanto se discute o que fazer, mortes continuam ocorrendo em uma verdadeira omissão por parte do setor público e isto, definitivamente não pode continuar ocorrendo.
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