1 de nov. de 2013

SELVAGERIA EM SÃO PAULO

Nesta segunda-feira, violentos protestos foram realizados no bairro de Jaçanã, na Capital do Estado. Os manifestantes protestaram contra a morte, por um policial militar, do adolescente Douglas Martins Rodrigues de 17 anos de idade. A manifestação teve início por volta das 18:00 horas, depois do enterro de Douglas e pelo menos cinco ônibus e três caminhões foram incendiados, com a rodovia Fernão Dias sendo fechada em seus dois sentidos, além de diversas lojas terem sido saqueadas. Homens armados obrigaram passageiros e motoristas a descerem dos veículos, além de durante um saque realizado em uma loja na Vila Medeiros, um homem ter sido baleado na barriga por uma bala disparada por um dos manifestantes. Verdadeiro campo de batalha se instalou na região com manifestantes assumindo o volante de um caminhão tanque e o dirigiram na contramão, assaltando motoristas de veículos que estavam na estrada, acabando por ocorrer confronto com a PM tentando dispersar a multidão com bombas de efeito moral e balas de borracha. O tumulto na estrada federal, fez com que o Secretario de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira telefonasse para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, com a finalidade de estabelecer uma ação conjunta. Ao final das manifestações, noventa pessoas encontravam-se detidas. No contato com o ministro da Justiça, o secretário Grella solicitou que a Força Nacional de Segurança atuasse no local e ainda que uma operação de inteligência fosse montada no local e acabaram por combinar uma ação conjunta com o objetivo de coibirem novos atos de vandalismo. Segundo comentários de bastidores, tucanos reclamaram que a Polícia Rodoviária Federal, responsável pela rodovia Fernão Dias demorou para aparecer. Desde o início das manifestações em junho passado, é a primeira vez que o governo do Estado de São Paulo, solicita ajuda ao governo federal, no sentido de tentar coibir as manifestações, sendo certo que o estopim das manifestações de ontem, foi a morte de um jovem estudante que não reagiu a abordagem da PM e acabou morto por um soldado, que se encontra preso, acusado de homicídio. Entretanto, um erro não justifica o outro e temos que estar conscientes de que a teoria de Talião – olho por olho, dente por dente -, não pode e não deve ser aplicada. Que a Força Nacional de Segurança consiga conter as manifestações violentas, são os desejos de toda a comunidade.



ÓIA A SEPLAM, GENTE!

O Jornal da Cidade de hoje, traz matéria sobre as cartas que moradores de bairros periféricos da cidade estão recebendo com a finalidade de regularizarem seus imóveis,ante as irregularidades constatadas no levantamento aerofotografico realizado no ano de 2007. As cartas, segundo vereadores e integrantes da administração municipal induzem seus destinatários a erro, por darem a impressão de ser uma notificação oficial da prefeitura. Ontem, a engenheira Tania Kamimura Maceri, ex-funcionária da SEPLAM compareceu a Camara Municipal, onde conversou com alguns vereadores, asumindo ser a sua empresa, a responsável pelo envio das correspondencias e que desde que saiu da administração municipal,executa serviços de engenharia na iniciativa privada e também na regularização de imóveis, construidos ou ampliados de forma clandestina na cidade. Evidente que buscou se defender das acusações que vem sofrendo, de ter tido facilidades na obtenção de dados dos proprietários de imóveis irregulares e que estaria tentando persuadir os municipes, fazendo com que suas cartas fossem recebidas como oficiais, e desta forma, coagindo os moradores a providenciarem a regularização com sua empresa. Enquanto a engenheira busca se defender, novas acusações surgem. Um morador da Vila Santa Luzia, afirma que procurou o plantao indicado, na Associação de Moradores do Jardim Araruna e lá comparecendo, obteve a explicação que não era uma notificação oficial e sim, a empresa de uma ex-engenheira da Prefeitura. Pelo serviço prestado a este municipe a empresa cobrou R$ 1.000,00 dividido em 10 parcelas fixas mensais, tendo ouvido que na qualidade de ex-servidora da municipalidade, o serviço seria prestado de forma correta, por ela saber como funcionavam as coisas dentro da SEPLAM. A própria engenheira declarou aos vereadores e ao Jornal da Cidade, sua empresa já regularizou 1500 construções irregulares na cida de e se formos pensar no valor médio de mil reais por caso, podemos afirmar que o esquema das cartas, rendeu hum milhão e meio de reais de faturamento para sua empresa. De outro lado, a SEPLAM, através do secretário Paulo Ferrari garantiu que deu inicio as apurações sobre as cartas e para ele, o texto é maldoso e induz o municipe a erro e em razão disso, o municipio deve registrar no dia de hoje, Boletim de Ocorrencia para preservação de seus direitos.Espera-se que a verdade seja apurada rapidamente e que a SEPLAM deixe de frequentar os noticiários da mídia local.



A secretário Paulo Ferrari, do Planejamento, garante que já deu início às apurações sobre as cartas para regularização de imóveis. Para ele, o texto é maldoso e induz o munícipe ao erro. Em função disso, o município deve registrar, na manhã de hoje, boletim de ocorrência para preservação de direitos.