Tornou-se necessário a divulgação de denúncias dando conta que os médicos da rede municipal não cumprem corretamente suas jornadas de trabalho para que a Prefeitura resolvesse adotar providencias para sanar a gritante irregularidade. Como se diz no jargão popular, depois da casa arrombada resolveram colocar tranca. È de conhecimento público, especialmente daqueles que dependem de atendimento médico na periferia de nossa cidade, que as jornadas não são cumpridas faz muito tempo, configurando aquilo que o próprio prefeito definiu como sendo tradição dos médicos da rede municipal. Desde 2012, os demais funcionários municipais registram o ponto eletrônico, e torna-se estranho o protelamento da medida para os médicos como se estes formassem uma casta privilegiada, diversa dos demais servidores. Depois das repercussões das denúncias sobre a meia jornada, o prefeito determinou que a secretaria de saúde apresentasse um cronograma para que até o mês de dezembro, tanto os postos de saúde dos bairros, além das unidades especializadas, o que com certeza aumentara a grita, os reclamos dos profissionais de branco. A porta voz dos médicos, doutora Marli Faria chegou a declarar para a imprensa que se a prefeitura quiser o cumprimento da jornada de trabalho de quatro horas diárias, que dobre o salário dos profissionais. Hoje, o salário inicial de um médico nos quadros municipais é de R$ 3.900,00 e pela proposta de doutora Marli, os salários deveriam passar para R$ 7.800,00. Triste é a situação do povo, obrigado a acordar de madrugada ou muitas vezes, nem dormir, para ficar plantado em frente de uma unidade básica de saúde em busca de uma senha para a necessária consulta e muitas vezes, depois de uma noite em claro é surpreendido com a notícia de que o médico não irá trabalhar naquele dia. Triste é a situação do profissional da saúde que relega a saúde publica para um segundo plano, transformando a questão financeira em prioridade. Lamentável a postura dos administradores públicos que se tornam coniventes com a postura destes profissionais, alegando que a situação é uma tradição, difícil de ser mudada. A saúde de Bauru pede socorro, ouse mudar, prefeito.
6 de nov. de 2013
5 de nov. de 2013
SAÚDE GERA POLÊMICA EM BAURU
Na sessão da Camara Municipal de ontem, repercutiu intensamente as denúncias veiculadas pelo Jornal da Cidade e Jovem Auri Verde sobre o não cumprimento da jornada de trabalho dos médicos da rede municipal de saúde. Ao se rebelarem contra a implantação do ponto eletrônico que em tese os obrigaria a cumprir a jornada de trabalho de quatro horas diárias totalizando vinte horas semanais veio a tona o problema. Cada médico atende 16 pacientes por dia e concluída esta agenda, dão por encerrado os trabalhos. Vereadores cobraram a responsabilidade do prefeito Rodrigo que declarou que tinha conhecimento da ilegalidade que chamou de tradição, referindo-se ao fato dos médicos realizarem uma jornada de trabalho de duas horas, metade do tempo, previstos em seus contratos de trabalho. Alguns vereadores entendem que o prefeito e seu secretário de saúde, Fernando Monti são réus confessos no crime de improbidade administrativa, que a legislação penaliza com perda de mandato e suspensão dos direitos políticos e que os médicos estariam praticando o abandono de função, estando desta forma sujeitos a demissão, por justa causa.A celeuma está instalada, médicos da rede se reuniram recentemente e declararam publicamente que são mal remunerados e que muito fazem, pelo salário que recebem. De outro lado, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, decidiu que o Estado, a FAMESP e a Prefeitura terão que arcar com multa diária de R$ 100,00 por cada paciente, a espera de um leito para internação. A decisão foi em decorrência de ação interposta pelo promotor da Defesa da Cidadania e do Patrimônio Público, Dr. Fernando Masseli Helene, que considerou uma vitória a anunciada decisão do TJ. Triste é a situação da comunidade que assiste perplexa a discussões financeiras a respeito da saúde pública, com profissionais reclamando que ganham pouco, prefeito e secretário fazendo vistas grossas para irregularidades funcionais e a Justiça tendo que intervir para que o cidadão seja atendido. Que o bom senso volte a imperar e o povo tenha direito a saúde de qualidade, é o desejo de todo bauruense.
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