22 de jan. de 2014

NOVO MINISTRO É INVESTIGADO POR IMPROBIDADE!

Com Alexandre Padilha e Fernando Pimentel disputando a indicação do novo ministro da saúde, a presidenta Dilma Roussef optou por escolher uma terceira via, convidando Arthur Chioro, atual secretário municipal da Saúde de São Bernardo do Campo e que já trabalhou no Ministério da Saúde, entre 2003 e 2005, no governo Lula , quando era o diretor do Departamento  de Atenção Especializada, época em que foi responsável pela implantação do SAMU. Com o vazamento do convite para assumir o Ministério da Saúde, substituindo Alexandre Padilha que se afastará para disputar o governo de São Paulo, surgiram informações de que o futuro ministro é alvo de investigações por parte do Ministério Público do Estado de São Paulo, acusado da pratica de improbidade administrativa, estando sendo investigado uma possível violação ao principio da administração pública, pois acumula as funções de secretário municipal de São Bernardo  com as de sócio majoritário da empresa ConSaúde – Consultoria, auditoria e Planejamento Ltda., que  presta serviços a  diversos municípios, contrariando a Lei Organica do município, conforme afirmações da promotora de justiça, Taciana Trevisoli Panagio. Resta saber, se confirmado como Ministro da Saúde, Chioro continuará com sócio da ConSaúde, pois se como Secretário Municipal, a promotoria entende que não poderia dar assessoria formal a outros municípios, o que não dizer como Ministro da Saúde? Se de fato, o senhor Chioro possui a empresa, torna-se imoral e aética sua ida para o Ministério, onde poderá vir a favorecer seus clientes, no mínimo com tratamento diferenciado. Estranho, pois para a indicação oficial de qualquer membro da equipe de governo, a Presidência da República recorre aos serviços da ABIN – Agência Brasileira de Inteligência -, para “levantar a ficha” do cidadão e neste caso, ou não recorreu a ABIN ou esta falhou. Vamos aguardar, para ver se a nomeação de Chioro se efetiva.

21 de jan. de 2014

PROPINÂO TUCANO CONTINUA A DAR PANOS PARA MANGA!

Enquanto  as investigações sobre o propinão tucano, a nível estadual vão sendo truncadas e a base de apoio do governador Geraldo Alckmin na Assembléia Legislativa  não demonstra interesse em constituir uma Comissão Especial de Inquérito com a finalidade de serem apuradas as denúncias, a cada dia surgem novas denúncias de como foi realizado o esquema que favoreceu com propinas, altos funcionários do governo paulista. Documento apreendido em Paris pela Policia francesa na sede da multinacional Alstom comprova que a empresa para conseguir um contrato de US$ 45 milhões com a Empresa  Paulista de Transmissão de Energia, em 1998, na gestão do falecido Mario Covas, desembolsou 3% do valor do contrato para pagamento de suborno, o que foi realizado em quatro parcelas, pagas entre dezembro de 1998 e setembro de 1999 para a diretoria financeira da EPTE, na época comandada por Andrea Matarazzo. As anotações referentes a propina parcelada aparecem no documento, sendo que na frente do valor de US$ 1,56 milhões, existe a informação de que 30% já teriam sido pagos e o mesmo documento demonstra que a diretoria da Alstom, em outubro de 1999, pretendia fazer um desembolso extra com a finalidade de melhorar o clima com o cliente.Entre 1998 e 1999, os diretores das áreas administrativa, técnica e financeira eram Carlos Eduardo Epaminondas França, Sidney Simonaggio e Vicente Okazaki e no final, além da propina, outros agrados foram concedidos, segundo a multinacional no documento apreendido, com a propina chegando a R$ 6,4 milhões, ou 12,3% do valor contratado. Esta é a segunda denúncia envolvendo a empresa francesa e o governo de São Paulo, durante gestões tucanas, e os denunciados como favorecidos no propinão, continuam a exercer altos cargos no governo paulista, com o governador alegando que tem que aguardar os resultados das investigações, para tomar posição. Uma CEI na Assembléia, com certeza, agilizaria as investigações.