Joaquim Barbosa, presidente do STF, em palestra realizada ontem no King’s College London da Universidade de Londres, definiu as prisões brasileiras como verdadeiro horror, ao ser questionado sobre a situação do Presídio de Pedrinhas no Maranhão, afirmando que no ano passado visitou prisões no Brasil e horror é a melhor palavra para definir nossos presídios, acrescentando que os políticos não se importam co tal situação pois não dá retorno político, não dá votos e arrematou dizendo que o Brasil tem uma cultura de violência, onde as vitimas mais freqüentes são os negros.Na mesma palestra Barbosa voltou a negar qualquer pretensão de ser candidato a presidência da República, afirmando que muita gente lhe diz que deveria ser candidato, mas que nunca quis se filiar a partidos políticos e que nem na faculdade teve militância política e que não pretende mudar de opinião e postura, descartando qualquer hipótese de candidatura, afirmando que não se importa que as pessoas que o apóiam são conservadoras ou liberais, e acrescentando que se os liberais gostam do que faz, tudo bem e se não gostam, pouco lhe importa. Durante a palestra, Joaquim Barbosa ainda criticou o preconceito racial no Brasil, afirmando que a discriminação é o mais sério tópico no Brasil e se você quer ser respeitado, tem que incluir os negros na sociedade. Negros e mulatos são a maioria dos brasileiros, mais de 50%, número maior que os previstos nas cotas e entretanto, os brasileiros não gostam de discutir este assunto, arrematando para dizer que a TV brasileira parece a TV da Dinamarca, em decorrência do pouco aproveitamento de negros pelas emissoras. Discorreu igualmente sobre a Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010 pelo STF e que deverá passar pelo primeiro teste nacional este ano, declarando que é uma lei que grande impacto, porque os corruptos, especialmente politicos, nunca foram condenados até o fim, coisa que segundo ele, está mudando. Joaquim Barbosa está de férias do STF e mesmo assim, parte de sua viagem a Europa, está sendo custeada pelos cofres públicos, pelo fato de proferir palestras na França e Inglaterra, na qualidade de presidente do STF e o paladino da justiça brasileira, já declarou ser besteira discutir este assunto. Será?
30 de jan. de 2014
29 de jan. de 2014
SOMOS OS OITAVOS DO MUNDO EM ANALFABETISMO!
Em pleno 2014, mesmo com acentuado avanço tecnológico, ainda existem 774 milhões de analfabetos no mundo e destes 13 milhões e duzentos mil são brasileiros, colaborando para que nosso país figure em oitavo lugar no ranking do analfabetismo mundial, segundo dados constantes do relatório da UNESCO, que analisa seis metas para melhorar a educação até 2015. O documento que será lançado hoje em Brasília e na Etiópia, mostra avanços na área e igualmente aponta lentidão nesse progresso, sendo que na última década, o número de adultos analfabetos caiu apenas 1%. Segundo a secretaria de educação continuada e alfabetização do Ministério da Educação, Macaé dos Santos, diz que existe uma concentração de analfabetos entre os idosos, principalmente em municípios pequenos e que a taxa de analfabetismo tem caído de forma acentuada entre a população mais jovem, entretanto, o desafio para erradicá-lo ainda é preocupante.O mesmo documento da UNESCO elogia iniciativas do governo como o IDEB, indicador da qualidade da educação básica no país que é apontado como ferramenta chave para estratégias da área. Sem falso puritanismo, podemos dizer que a preocupação maior tem que ser canalizada para a erradicação do analfabetismo entre os jovens, não deixando claro de lado os idosos, entretanto, temos que considerar a dificuldade de uma pessoa da chamada terceira idade ser alfabetizada, afinal passaram toda a vida, sem ler e escrever e boa parte destes, não demonstra interesse em mudar este status.A preocupação deve ser voltada para estas famílias, pois muitas vezes, principalmente nos locais mais distantes, os pais analfabetos consideram besteira enviar os filhos para a escola e neste ponto, a criticada bolsa família tem ajudado a erradicar o analfabetismo entre os jovens, em decorrência de exigir que para receber o beneficio, os filhos tem que estar freqüentando escolas. O oitavo lugar no ranking do analfabetismo, reflete de forma segura como a educação foi relegada a um segundo plano em nosso país, durante décadas.
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