5 de set. de 2014

BRUXINHA TRAVESTIDA DE FADINHA

Começa a debandada dos verdadeiros ambientalistas, nacionalistas, socialistas do barco pilotado pelo gafanhoto acreano, com mentes lúcidas percebendo a tempo que estavam em um barco errado com piloto equivocado, inseguro, inexperiente e oportunista. Começaram a desconfiar das histórias contadas pela pretensa fadinha, ao perceberem a existência de rabos gigantescos sobre suas vestes angelicais, chegando que o verdadeiro demônio, tão decantado por Silas Malafaia, estava presente no corpo da outrora humilde seringueira, que hoje tem o desplante de afirmar que Chico Mendes era da elite, esquecendo-se, de que foi a elite que hoje a apoia, que mandou assassiná-lo.
Quanta insensatez, por baixo desta casca?
Viajava por todos os quadrantes do país, a bordo do avião sinistrado em Santos e que lhe concedeu o direito de disputar a presidência e nada sabe sobre a compra do avião, quem pagou, emprestou, doou ou sei lá o que. Coisa estranha, partindo de um ser humano que afirma ser transparente. Diz detestar os  tucanos, entretanto, plagia descaradamente em seu plano de governo, as teses defendidas pelo tucanato, além de manter como tesoureiro de sua campanha, um candidato a vice-governador em chapa tucana e ardoroso defensor do conhecido picolé de chuchu. Como corre na net, até Aécio Never já ofereceu o aeroporto do titio Mucio, para ela guardar seus aviões fantasmas.
Como cheira a hipocrisia, a fala desta senhora.
Refém desta figura caricata chamada Silas Malafaia e a prova cabal desta afirmativa, foi seu recuo nas propostas de governo em relação a LGTB, onde demonstrou total submissão ao seu guru religioso, agora afirma ser contra a exploração do pré sal, e mais ainda, deseja privatizar a PETROBRÁS, desconhecendo o que custou para o povo brasileiro sua implantação. Certa vez, lí uma frase escrita na parede de um salão de festas de uma colônia Suíça em Indaiatuba: “ O povo que não conhece seu passado, não tem direito ao futuro”, e com toda a certeza, a BRUXINHA pisoteando a memória de Chico Mendes e fazendo desconhecer a história de lutas do povo brasileiro, está fadada a não ter futuro.
Quanta besteira, fala esta mulher!
Com toda a sinceridade, se tivesse que votar no capeta, votaria nele sem disfarces, escolhendo Silas Malafaia ou mesmo o tal de Pastor Everaldo, aquele que soltou uma bufa em pleno Jornal Nacional. Aliás, um dos gurus do gafanhoto do Acre, afirmou que o rebanho bovino brasileiro tem que ser reduzido, pois a flatulência  do rebanho coloca em risco a camada de ozônio. Quem quiser comer carne terá que pagar caro, para compensar o estrago produzido pelo peido dos bovinos. Pela cara do Bonner, o do pastor Everaldo valeu pelo de um rebanho  em coro peidorreiro. È por isso que sempre digo, creio em Deus sim, entretanto, não tenho a mínima confiança em seus corretores neste plano espiritual.
Um pior que o outro.

Buscam unicamente tirar o couro daqueles que ousam acreditar em suas palavras.

29 de ago. de 2014

35º ANIVERSÁRIO DA ANISTIA POLÍTICA

Neste agosto, completam trinta e cinco anos a aprovação da Lei de Anistia Politica, durante o governo do último ditador João Batista Figueiredo, lei esta que possibilitou o retorno dos exilados e banidos, da soltura de presos políticos e a volta para o cenário político daqueles que tiveram seus direitos políticos cassados, por atos discricionários do regime militar. Por acordo entre as lideranças partidárias de então – MDB e ARENA -, a mesma lei anistiou torturadores, seus mandantes e todos aqueles que atentaram contra a liberdade e democracia. A explicação, na época era que não poderíamos viver em um pretenso revanchismo se quiséssemos ter a reconciliação nacional. Passamos por cima de decisões internacionais que consideram a tortura como crime de lesa humanidade e desta forma, imprescritíveis. A própria legislação brasileira considera o ocultamento de cadáveres como igualmente perenes e imprescritíveis, o que deveria ensejar em uma reformulação da legislação, mandando-se para o banco dos réus, aqueles que torturaram e mataram opositores durante os vinte e um anos do regime militar.
Outro ponto da lei que decorridos trinta e cinco anos, ainda não foi devidamente aplicado é o reintegração de funcionários demitidos de seus empregos, sob a acusação de manterem atividades subversivas e atentatórias contra a segurança nacional. No ocaso de seu governo de oito anos, FHC através de medida provisória regulamentou o artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT – e instituiu junto ao Ministério da Justiça, Comissão de Anistia e Paz, com a finalidade de transformar a lei em realidade para os perseguidos políticos, devolvendo a estes os direitos solapados durante a ditadura. Em seu final de governo, poucos processos foram julgados, merecendo destaque a celeridade com que foi aprovada a anistia de José Serra. Em 06/12/2002, após ter sido derrotado nas eleições presidenciais, Serra protocolizou seu processo de anistia que foi protocolizado, autuado e relatado em dois dias, indo a julgamento e aprovado em 08/12/2002, com sua portaria sendo publicado em 19.12, apenas 13 dias após adentrar com sua solicitação junto à comissão. Enquanto isso, o pobre mortal, a anônimo punido, vê suas forças se esvaindo,  sua vida caminhando para o fim, sem que seus processos tenham solução.
Vamos nos transformando na Pátria sem punição aos torturadores e sem a reparação devida aos torturados, em um total contrassenso e que a história haverá de cuidar. Até quando nosso regime democrático continuará perpetuando as punições sofridas por trabalhadores e ativistas políticos durante o regime ditatorial?
Faltam audácia, coragem e vontade para solucionar de vez esta pendenga. Hoje, a Comissão de Anistia funciona em caráter precário, sem analistas de processos em número suficiente para limpar a pauta, julgar os casos remanescentes e encerrar suas atividades. Como a esperança é a última a sair correndo, esperamos que a presidenta Dilma Rousseff, perseguida politica durante a ditadura, determine ao Ministro da Justiça, celeridade no julgamento dos processos de anistia política, antes que os perseguidos morram em sua totalidade;

Questão de coerência e de Justiça.