17 de jan. de 2014

ZÉ DIRCEU E O CELULAR

E continua o chamado inferno astral do ex-ministro José Dirceu, com seu amigo James Correa, secretário da Industria, Comércio e Mineração  do governo da Bahia, declarando a imprensa que conversou com o presidiário Zé Dirceu, através do telefone celular e que o amigo está bem disposto e animado por estar trabalhando na biblioteca do presídio, afinal está fazendo o que gosta. James é empresário na área de gás e petróleo, áreas na qual Dirceu trabalhava como consultor. A conversa teria ocorrido no último dia 6, e James afirma ter falado com o amigo e consultor pelo celular de um amigo em comum que visitava o Presídio da Papuda, onde a entrada de celulares não é permitida, entretanto, não quis identificar o amigo, o que não deverá ser tarefa difícil, bastando conferir o registro de entrada de visitas ao Complexo da Papuda. No primeiro momento o secretário baiano confirmou que conversou diretamente com Zé Dirceu, para em seguida afirmar que o condenado não falou diretamente com ele e sim, respondeu as suas perguntas por meio do amigo misterioso que entrou na cadeia com o celular. Muito embora a entrada de celulares no Presídio seja proibido, difícil de acreditar que a administração do Complexo Penitenciário da Papuda retenha os celulares de deputados, senadores e outras autoridades que tem ido visitar o ex-ministro, possibilitando desta forma que o mesmo tenha contato com amigos e familiares, pela via telefônica.Claro que a partir de agora, pela indiscrição de James, as coisas poderão mudar ou os visitantes orientados a manter o maximo sigilo. O jeitinho brasileiro costuma ajeitar estas coisas e com o ex-ministro não seria diferente, afinal, quantos presidiários não são flagrados diariamente fazendo uso do celular. Enquanto isso, Delúbio Soares foi autorizado pela Vara de Execuções Criminais para trabalhar como assessor da CUT, com remuneração mensal de R$ 4.500,00 mensais e o deputado João Paulo Cunha, aguarda o fim das férias de Joaquim Barbosa para se recolher a cadeia. Aliás, mesmo de férias, Barbosa receberá diárias do STF para proferir palestras na França e Inglaterra. Até quando a impunidade estará presente no cotidiano do brasileiro?

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