16 de jan. de 2013

REAJUSTE DE APOSENTADORIAS

O governo federal anunciou os índices de aumento dos aposentados e pensionistas do INSS. Para quem recebe o beneficio no valor de um salário mínimo, o índice será de 9% e quem recebe acima do piso salarial, terá um aumento de 6%, aumentando a cada vez mais as perdas salariais deste segmento e muitos daqueles que aposentaram pelo teto permitido pela previdência, anos atrás, com as perdas anuais concretizadas com reajustes menores do que aqueles aplicados ao salário mínimo, hoje, ao invés do teto, recebem a metade ou pouco mais do valor.Trata-se de um tratamento injusto aos segurados da previdência, afinal, se estes recolheram pelo máximo permitido e por ele aposentaram deveriam ter seus proventos reajustados de forma que tivessem garantido o mesmo nível de aposentadoria para o restante da vida. Aliás é na terceira idade que o brasileiro deixa de investir em turismo, roupas e aquisição de bens para gastar praticamente a totalidade de seus vencimentos em medicamentos por terem que ter um cuidado constante com a saúde, geralmente combalida com o avançar dos anos. O segurado hoje da previdência já convive com o tacanho Fator Previdenciário e quanto mais novo aposenta, menos recebe, depois que criaram a expectativa de vida como um dos parâmetros para a aposentadoria.

Em qualquer pais civilizado o idoso é valorizado pelos órgãos governamentais que mantém trabalhos direcionados para ele, tratando-os com a dignidade que merecem e o mesmo deveria ocorrer em nosso país com o governo alterando de forma significativa o tratamento relacionado aos idosos que quando na plenitude de suas forças físicas e intelectuais , colaboraram de forma decisiva para o desenvolvimento de nossa Pátria. A incoerência dos valores recebidos hoje pelos aposentados é a aprovação da lei que proporcionará um pensão vitalícia mensal no valor de R$ 3.300,00 aos jogadores de futebol ou mesmo a seus descendentes que foram campeões mundiais em 58, 62 e 70 com a alegação de que nesta época ganhavam pouco e como heróis, devem receber um salário justo para a sobrevivência.

E os outros, que não jogaram futebol,entretanto, trabalharam trinta anos ou mais, não merecem um salário justo?

14 de jan. de 2013

PRÉDIO DA CAMARA MUNICIPAL

A mesa diretora da Camara Municipal está indecisa entre reformar o atual prédio, o que custaria em torno de  um milhão e meio de reais, mantendo o atual espaço físico ou se constrói um novo, mais amplo ao custo de mais de cinco milhões de reais. Os defensores da construção de um prédio novo afirmam que é necessário um local adequado para abrigar a população em grandes eventos como a posse do prefeito, vice e vereadores, além de solenidades especiais. Interessante é que nas opções apresentadas não é lembrada a Estação Ferroviária que a Câmara teria adquirido em parceria com a prefeitura e que hoje será vistoriado para se verificar a possibilidade de utilização, entretanto, segundo notícias a adaptação seria mais cara que a reforma do atual. Ora, se não ficar muito mais cara que a reforma e bem mais barato que um novo, não seria o caso da Camara transferir-se para lá, colaborando para a revitalização daquela área da cidade? De outro lado, construir um novo prédio para abrigar a nossa Casa de Leis com a justificativa de necessidade de maior espaço para as solenidades especial não parece ser uma atitude razoável e de bom senso, afinal, contam-se nos dedos os dias em que a Camara recebe lotação total.Em diversas cidades do interior paulista a solenidade de posse do prefeito, vice e vereadores é realizada em outros locais, como o Teatro Municipal. Como a posse ocorre de quatro em quatro anos, no dia 1º de janeiro  esta seria uma medida a ser pensada e aplicada na próxima em 2017, não justificando desta forma o dispêndio desta vultosa quantia para a construção de um novo prédio. Antevê-se um período de vacas magras nas finanças municipais em decorrência da vultuosa divida da COHAB que a Prefeitura deverá assumir e com certeza a mesa diretora da Camara Municipal, comandada por Sandro Bussola terá o discernimento necessário para procurar encontrar a solução exeqüível para a solução do espaço físico que abriga nosso legislativo.