Praticamente cinco anos depois de ter sido comprada pela Prefeitura Municipal de Bauru, a histórica Estação Ferroviária de Bauru continua abandonada, degradando com a ação do tempo e servindo para refugio de marginais na área central da cidade. Inicialmente adquirida em parceria com a Camara Municipal, que pretendia mudar-se para o local, a administração de Rodrigo Agostinho nestes cinco anos, nada conseguiu realizar no prédio.Agora, no final de 2013, o prefeito anuncia que o valor a ser arrecadado com a venda da folha de pagamento da municipalidade, cujo edital será lançado no próximo mês de março, será revertido para a reforma do prédio, mesmo porque no orçamento do próximo ano, não consta a destinação de nenhum centavo com esta finalidade. No primeiro ano de seu governo, estabeleceu-se um verdadeiro leilão entre o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, interessados na folha de pagamento da municipalidade, com a CAIXA ofertando 19 milhões de reais e vencido o certame licitatório. Entretanto, nem a própria administração acredita na manutenção ou crescimento deste valor, na próxima licitação, em decorrência da implantação do direito a portabilidade ao cliente e desta forma, mesmo que outro Banco vença a licitação, o servidor público poderá manter sua conta na CAIXA, se assim, entender melhor e desta forma, o valor a ser oferecido pelos bancos poderá ser menor. A reforma do prédio está orçada em seis milhões de reais, ainda não atualizados e inclui a modernização das instalações hidráulica,elétrica, climática, além, é claro de adequações físicas para tornar o local adequado para utilização de serviços públicos.No projeto original de reforma, as secretarias de Educação e Saúde foram as escolhidas para serem transferidas para a Estação e o espaço do pátio e das antigas plataformas, seriam transferidas para a Cultura, alias, este espaço é visto por profissionais da arquitetura, como adequado para receber o maior palco de shows e multieventos da cidade. Uma coisa é certa, a reforma e consequente ocupação da Estação Ferroviária é altamente necessária, tanto para diminuir os gastos da prefeitura com aluguéis como para revitalização da área central da cidade.
30 de dez. de 2013
26 de dez. de 2013
CRESCE A BANCADA EVANGÈLICA E COM ELA, O PRECONCEITO!
A Frente Parlamentar Evangélica da Camara dos Deputados projeta um crescimento de 30% nas eleições de 2014, esperando passar dos atuais 73 deputados para até 95, ocupando em torno de 18% das cadeiras disponíveis. Especialistas consultados entendem não ser difícil que tal ocorra, afinal, o grupo nunca teve tanta força e com toda a certeza, em um ano de sucessão presidencial,o poder de fogo desse setor da sociedade deve ficar ainda maior, não custando relembrar que nas eleições de 2010, temas considerados para os evangélicos, como o aborto, pautaram a disputa direta entre Dilma e José Serra. Para a cientista política e professora da Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR -, Maria do Socorro Souza Braga, a presença dos evangélicos nunca foi tão grande e o debate pautado pelo segmento, cresceu tanto nos processos eleitorais como no legislativo. Os evangélicos representam atualmente 22% de toda a população brasileira, segundo o IBGE e seus votos é marcado pela fidelidade aos seus líderes religiosos. Hoje, ocorre um confronto dos evangélicos em relação as questões morais e novos posicionamentos, como no caso do grupo LGTB, sendo claro que neste debate os evangélicos são reforçados por integrantes de outras religiões, com vários deputados católicos passando a defender as propostas dos evangélicos. Para o Deputado Jean Wyllys do PSOL/RJ, único parlamentar assumidamente homossexual do Brasil, os partidos ligados aos religiosos já estão se esforçando para pautar as eleições com a temática contra o casamento gay, o aborto e a criminalização das drogas e segundo o parlamentar, querem de maneira geral, rebaixar o debate para questões morais e comportamentais, deixando para um segundo plano os temas que devem ser discutidos com urgência no parlamento. Dentre toda a polemica, uma coisa é certa, o evangélico vem obtendo êxito acentuado em obter representação política e o fazem, d e forma organizada, crescendo de forma acentuada a cada eleição. Representam um peso importante na vida pública e suas vozes tem sido ouvidas, e resta esperar que o crescimento continue de forma ordeira e no campo propositivo, polemico ou não. Afinal, para a democracia vingar e prosperar em nosso país, o estado tem que continuar a ser laico.
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