Durante boa parte do regime militar que governou o Brasil, de forma ditatorial, entre 1964 e 1985, os vereadores de cidades com menos de 200.000 habitantes não tinham direito a subsídios e neste caso, encontrava-se nossa cidade. Até 1975, os edis de nossa cidade não possuíam direito a remuneração e apesar de faltarem candidatos para preencherem as chapas dos dois partidos existentes – MDB e ARENA -, os eleitos dedicavam-se ao trabalho legislativo, com a realização de duas sessões ordinárias por semana, às segundas e quintas feiras, sempre no período noturno. Tinham direito a sanduíche e refrigerantes, com os vereadores que não possuíam veículo próprio sendo conduzidos para suas residências em veiculo oficial da Camara, quando as sessões ultrapassavam o horário do ultimo ônibus circular. Hoje, com a cidade bem maior, somente uma sessão é realizada por semana, impedindo que aqueles que trabalham possam assistir aos trabalhos legislativos. Na proposta de novo regimento interno da Camara, está sendo proposta a realização de duas sessões semanais, no período da manhã, e tal sugestão já está sendo questionada por alguns vereadores, que entendem que a medida não é necessária, defendendo que a realização de uma única sessão é o suficiente. Outra coisa que precisa ser discutida com urgência é o horário das sessões que passaram para o período diurno ante o apagão anunciado durante o governo tucano de FHC, não mais retornando para seu horário tradicional. É claro que a população anda descontente com a classe política e esta precisa adotar posturas para se reaproximar do povo e com certeza, a realização de duas sessões semanais, no período noturno, seria uma alternativa viável para esta reconciliação. Com mais tempo, os vereadores poderiam começar a discutir a cidade e o que queremos para o amanhã, em nossa Bauru. A comunidade precisa voltar a participar das decisões do legislativo, de forma urgente. Ou, não?
20 de jan. de 2014
18 de jan. de 2014
PSB DE SÃO PAULO, NO COLO DOS TUCANOS!
O governador de Pernambuco e pré-candidato a Presidência da República, Eduardo Campos enviou ontem um aliado conversar com o governador paulista Geraldo Alckmin com a finalidade de comunicar que o Partido socialista Brasileiro, o PSB, terá candidato próprio ao governo do estado, descartando desta forma, coligação nas eleições de outubro, deixando entretanto a porta aberta para um eventual apoio no 2º turno, se este ocorrer.A decisão atende exigência de Marina Silva, cotada para ser a vice de Eduardo Campo e que prega o lançamento de candidatura própria em estado que considera prioritário como ao Paulo e Rio de Janeiro. A decisão de lançar candidatura própria abrirá disputa no PSB pois Marina já afirmou que seus nomes prediletos para disputar o governo seriam o deputado Walter Feldman e o vereador do PPS, Ricardo Young, entretanto, este nome enfrentam resistência dentro da Executiva Estadual Socialista. Feldman é considerado um forasteiro na legenda e o fato de não ter conseguido se eleger em 2010, ficando como suplente é citado como exemplo de eu baixo potencial de voto e Young, enfrenta obstáculo parecido, segundo avaliações dos socialitas. Além disso, o deputado federal Márcio França, presidente estadual do PSB, que almejava ser o vice de Alckmin, caso a aliança com o tucano se confirmasse, já anuncia que poderá ser o candidato a governador e como detem o comando da maquina partidária, não teria maiores dificuldade em desbancar os nomes indicados por Marina em um congresso partidário. Uma saída para o Diretório Nacional seria bancar um terceiro nome, desvinculado dos grupos e neste caso, ganhariam força o nome de Luiza Erundina e do advogado Pedro Dallari. Até o final do mês, o PSB pretende fechar um documento que norteará a aliança estadual e até agora, a única coisa certa é que não se coligará em Sao Paulo e Rio de Janeiro, lançando candidatura própria, em busca de fortalecimento da candidatura de Eduardo Campos e se vingar a candidatura de Márcio França, o partido se transformará em mera linha auxiliar dos tucanos.
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