11 de dez. de 2013

DESASTRES DE TREM

Verdadeira tragédia ocorreu  em   São José do Rio Preto com o descarrilamento de um trem de carga da ALL, às 17:00 horas de ontem. A composição com 10 vagões carregados de milho, tombou  sobre quatro casas fronteiriças a linha férrea, próximo a região central da cidade ocasionando a morte de seis pessoas e ferimentos em outras três. Entre os mortos estão uma grávida e uma criança que chegou a ser socorrida, vindo a falecer ao dar entrada no hospital. O acidente vem a dar razão para poucas pessoas que denunciam a má conservação da malha ferroviária por parte da concessionária ALL e expõe para todos, inclusive os bauruenses o perigo que representa os trilhos no perímetro urbano das cidades. Se de um lado, as ferrovias no passado trouxeram o progresso para as cidades por ela cortadas, hoje, com a péssima qualidade de sua malha viária, representa perigo permanente para aqueles que residem nas suas proximidades. Algumas cidades conseguiram mudar o traçado das ferrovias dentro de seus perímetros , tirando-os da área central. Em Bauru, estudos tem sido realizados com o mesmo objetivo, entretanto, sua execução esbarra no alto custo, deixando em aberto a possibilidade de sua execução. As denúncias e os acidentes ocorridos com composições  das concessionárias de nossas ferrovias demonstram com clareza o erro que foi a privatização de nossas ferrovias. Erro que afetou diretamente a classe ferroviária em um primeiro momento e agora, mostra que a comunidade em geral foi afetada. Com a má conservação da malha ferroviária e dos próprios equipamentos rodantes, como locomotivas e vagões, o perigo de acidentes se acentua e com certeza, o lamentável acidente ocorrido em São José do Rio Preto, onde até o momento foram contabilizadas seis mortes, deve servir de reflexão para nossos governantes. Alguma coisa deve existir no contrato de privatização, exigindo a manutenção da malha viária e as concessionárias devem cumprir o acordado, sob pena de rescisão contratual. A segurança da população tem que ser assegurada.

FUMPREV e CONTRATAÇÕES

De  forma unânime, os vereadores rejeitaram na sessão de ontem projeto do Prefeito Rodrigo Agostinho que inchava o quadro funcional da Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais, a FUMPREV. O projeto permitia que a fundação criasse 15 cargos de carreira e 11 funções comissionadas, sendo três diretores de divisão e oito chefes de seção., e caso a proposta tivesse sido aprovada, representaria um impacto de 42% na atual folha de pagamento bruta, que passaria de R$ 96 mil para R$  142 mil mensais, além de praticamente dobrar o número de funcionários da FUMPREV que hoje possui 29 servidores. A rejeição ao projeto significou derrota do prefeito Rodrigo Agostinho, que insistiu em enviar o projeto para a Camara Municipal em um momento em que a lógica determina prudência, já que por pressões de movimentos sociais organizados e do Ministério Público, a tendência é de redução da quantidade de cargos comissionados e esta tendência, acumulada com o momento de dificuldades financeiras por que passa a FUMPREV, com resultados abaixo dos esperados das aplicações financeiras dos recursos destinados ao pagamento dos proventos de aposentados e pensionistas exigindo maior aporte financeiro do DAE e da própria Prefeitura, levou a Camara a rejeitar o inchaço proposto pelo Prefeito. Em reunião com os vereadores, antes da sessão de ontem, o presidente da FUMPREV, Gilson Gimenez Campos tentou inutilmente convencê-los da necessidade da aprovação do projeto, chegando a afirmar que nem todos os cargos seriam preenchidos de forma imediata, acabando desta forma, por descaracterizar a necessidade urgente da sua aprovação. Se a Fundação está em dificuldades financeiras, fazendo com que DAE e Prefeitura aumentem de forma significativa seus aportes, não existe razão plausível para se aumentar suas despesas. No inicio do século passado, poeta Rodrigues de Abreu escrevia que Bauru era a Cidade dos Espantos, onde carro de boi trombava com automóvel no areião da Rodrigues Alves e se vivo estivesse, com certeza, atualizaria sua afirmativa: Onde empresas e companhias em dificuldades financeiras, teimam em  contratar, o espanto toma conta!