18 de dez. de 2013

PROPINÃO ALEMÃO

Enquanto a cúpula do PSDB, busca culpados dentro do governo federal, para as denúncias do propinão da Siemens, a justiça da Suíça já decidiu bloquear as contas existentes naquele país em nome do ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, João Roberto Zaniboni que atuou na estatal durante governos de Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. Além de bloquear os valores depositados naquele país, em montante desconhecido, ainda condenou o ex-diretor da CPTM por lavar dinheiro proveniente de propina no país europeu.  Também no último dia 7, a Justiça Federal Brasileira determinou o seqüestro de R$ 57 milhões de reais de ativos financeiros de ex-diretores da CPTM e de consultores investigados por suspeita de fraude em licitações de transporte do Estado de São Paulo, no período compreendido entre 98 e 2008, durante governos tucanos.Ao determinar o bloqueio dos recursos, o juiz federal Marcelo Costenaro Cavali, justificou a medida, apontando indícios de que empresas como a francesa Alstom e a alemã Siemens, pagaram propina para obter contratos com o governo paulista, além é claro, do natural superfaturamento nestes casos.Se de um lado, o PSDB vibrou com a condenação de petistas em decorrência do processo chamado de “mensalão” não tem agora que ficar denunciando perseguições no caso do propinão. Afinal, se a Justiça é igual para todos, não adianta ficar tentando tapar o sol com a peneira, acusando o ministro da Justiça de estar fabricando denúncias contra a chamada social democracia. Errou, tem que pagar e neste ponto, queiram ou não os céticos de plantão, a justiça brasileira tem avançado de forma significativa. A ponta do iceberg já foi descoberta pela justiça suíça e claro está que Zaniboni não agia de forma escoteira, restando agora descobrir os demais envolvidos, na esperança que o propinão paulista seja julgado com celeridade, não caindo no esquecimento, tal qual o mensalão mineiro.Os tucanos ao invés de espernear, criando factóides, deveriam sim, vir a publico e esclarecer o que de fato ocorreu, para o bem da democracia e da moralidade pública.

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